Reportagens Especiais
06/11/2009 - 06h20
Mudanças no PL da Homofobia dividem entidades
Grupo Arco-Íris diz que homossexuais foram mais uma vez “jogados para o armário”. ABGLT vê alterações como caminho para votação de projeto
Thomaz Pires
Embora ainda não tenha entrado na pauta da comissão, o novo texto que criminaliza a homofobia divide entidades que defendem o direito à liberdade sexual. Todos concordam que o substitutivo irá facilitar as negociações com os parlamentares mais resistentes ao projeto, mas as entidades não escondem que tinham preferência pela proposta inicial.
O coordenador técnico do grupo Arco-Íris, Júlio Moreira, discorda da nova redação apresentada pela senadora Fátima Cleide (PT-RO) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Segundo ele, as alterações mascaram o propósito inicial do projeto.
“Mais uma vez fomos jogados para o armário. Essas distinções da escolha sexual que deixaram de ser mencionadas no projeto são o alvo principal da discriminação. A proposta vai garantir os nossos direitos. Isso é um avanço. Mas não será tão precisa e da forma como se imaginava”, diz ele.
Esperança
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) tem avaliação positiva do novo substitutivo. Para o coordenador-executivo, Igo Martini, as modificações permitem a retomada das discussões sobre o projeto e dão nova esperança de que a proposta será, enfim, aprovada.
“Estamos acompanhando desde o início as discussões do projeto no Congresso. O mais importante é perceber que houve avanço e uma sinalização mais animadora dos fundamentalistas religiosos”, diz Igo Martini. “É claro que preferíamos o texto inicial. Mas o importante é perceber que a mudança não provoca perdas. Pelo contrário, facilita o diálogo para a aprovação e garante os direitos da liberdade individual”, avalia.
Educação
O último grande debate no Congresso sobre a homofobia ocorreu no fim de outubro. A discussão foi realizada na Câmara dos Deputados. As entidades envolvidas reivindicaram a capacitação de educadores para atender pessoas de diferentes orientações sexuais nas escolas a fim de evitar a agressão contra os homossexuais e garantir seu direito à educação.
De acordo com pesquisa realizada em 2004 em 14 capitais brasileiras, reapresentada no seminário, até 22% dos professores consideram a homossexualidade uma doença, tese formalmente condenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990.
As entidades exigem capacitação de educadores para atender pessoas de diferentes orientações sexuais nas escolas a fim de evitar a agressão contra os homossexuais e garantir seu direito à educação.
linho (11/11/2009 - 16h33)
gostaria de deixar a minha opiniao da seguinte forma.Nao importa se a pessoa é hetero ou homo todos devem se respeitar. Mas o que vejo é uma verdadeira inquisição de ambas as partes. Todos querem ser donos da verdade. ja se dizia que o limite de uma pessoa acaba onde começa a da outra, e o que percebo é que esta lei vem mudar esse conceito. Por exemplo, daqui a algum tempo certamente homoxessuais poderão casar. Aí esse casal vai até a um padre, e o padre se recusa a casá-los. Certamente o padre será preso. Ora o padre será ferido na sua crença. Na verdade ele perdeu a sua liberdade de crer. Viveu a vida por fazer o bem para a comunidade, mas por não aceitar conceitos que são contrarios aos seus principios vai pagar caro. Creio que os homoxessuais devam ter seus direitos, desde que não fira o direito do outro. O respeito as minorias deve sempre existir, mas isso não deve ser respaldo para que as minorias mudem a liberdade da maioria. Senão, daqui a algum tempo nós teremos tantas minorias exigindo seus direitos que viveremos uma conturbação social sem igual. Sem dizer que para mim todo não passa de voto.
Marinho (08/11/2009 - 10h18)
É engraçado como o ser humano tem a capacidade nunca aprender com a história, a capacidade de mesmo quando tem acesso a toda informação e conhecimento, continuar preso cegamente a fábulas e dogmas. É engraçado as pessoas precisarem da bíblia para amar o próximo e considerâ-lo digno de respeito e afeto, e o fazerem não pq ele seu semelhante, seu igual, mas pq um livro sem nenhuma legitimidade o diz. É engraçado como as pessoas escolhem os trechos da bíblia que as interessam, e a quem "Deus" deve apontar sua fúria e todos os castigos sobrehumanos, os homessexuais são os novos comunista, sua única missão no mundo é destruir a família, mas que família? aquela em que a mulher é um mero objeto reprodutor e os filhos não são nada além de propriedade dos pais? E os dogmas que não tão inatacáveis qnd se falar do diferente, se tornam tão flexíveis na hora de justificar a corrupção dos pastores, da igreja católico, dos políticos eleitos com nossos votos, com a nossa própria corrupção diária, essa não influência em nada para que as crianção percam os valores. É engraçado, como século após século de repressão e descriminação baseados na bíblia não fizeram as pessoas aprenderem nada, eu não consigo enxergar diferença nenhuma das pessoas que comentaram abaixo de mim para aquelas que usaram a bíblia pra justificar a escravidão do negro, a opressão da mulher. Por fim esse projeto não se trata de lésbicas, homossexuais ou trans, como a mente tacanha de muito acredita, ele é muito mais que isso, ele significa se somos de fato uma democracia, se realmente estamos prontos para viver em sociedades, e se não não estamos prontos para amar e aceitar as minorias, o diferente, que pelo menos o repeitamos
Marinho (08/11/2009 - 10h18)
É engraçado como o ser humano tem a capacidade nunca aprender com a história, a capacidade de mesmo quando tem acesso a toda informação e conhecimento, continuar preso cegamente a fábulas e dogmas. É engraçado as pessoas precisarem da bíblia para amar o próximo e considerâ-lo digno de respeito e afeto, e o fazerem não pq ele seu semelhante, seu igual, mas pq um livro sem nenhuma legitimidade o diz. É engraçado como as pessoas escolhem os trechos da bíblia que as interessam, e a quem "Deus" deve apontar sua fúria e todos os castigos sobrehumanos, os homessexuais são os novos comunista, sua única missão no mundo é destruir a família, mas que família? aquela em que a mulher é um mero objeto reprodutor e os filhos não são nada além de propriedade dos pais? E os dogmas que não tão inatacáveis qnd se falar do diferente, se tornam tão flexíveis na hora de justificar a corrupção dos pastores, da igreja católico, dos políticos eleitos com nossos votos, com a nossa própria corrupção diária, essa não influência em nada para que as crianção percam os valores. É engraçado, como século após século de repressão e descriminação baseados na bíblia não fizeram as pessoas aprenderem nada, eu não consigo enxergar diferença nenhuma das pessoas que comentaram abaixo de mim para aquelas que usaram a bíblia pra justificar a escravidão do negro, a opressão da mulher. Por fim esse projeto não se trata de lésbicas, homossexuais ou trans, como a mente tacanha de muito acredita, ele é muito mais que isso, ele significa se somos de fato uma democracia, se realmente estamos prontos para viver em sociedades, e se não não estamos prontos para amar e aceitar as minorias, o diferente, que pelo menos o repeitamos
Nei (06/11/2009 - 18h00)
Em vez de passar por cima de todo mundo, não se consulta a população pra ver se realmente é isso que ela quer? As entidade (dos capetas) só foram as a favor desta idiotice, meu Deus que perda de tempo destes pessoal, fico indignado quando vejo pessoas (politicos) dizemrem-se ser evangélicos ou cristãos e dar ouvido a isso, sabe seus cristão de araque, onde voces vão para "no inferno, onde estará os enfeminados, as lesbicas, os ladrões, os mentirosos, os feiticeiros) pensem nisso antes de participar destas comissões que não levão a nada, a não ser a destruição da Faimilia, e voces tem uma viu......
Judson Clayton Maciel (06/11/2009 - 17h11)
É um absurdo o comentário desse Sr. Ortega. É um desrespeitoso, preconceituoso, "puritano", que julga os outros e suas atitudes violando a lei maior de "amar aos outros como a ti mesmo" e "julgar para ser julgados", ambas palavras do próprio Jesus Cristo. A grande maioria dos gay, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis são pessoas trabalhadoras, de bem, que pagam seus impostos, e são cidadãos que não possuem nenhuma lei que as protejam do preconceito e da violência da sociedade antiquada e retrógrada; que diz ser 'seguidor' de valores cristão e pacíficos. É uma vergonha este seu comentário, e reflete a sociedade que vivemos. Por isso, que nossa país se encontra nesta situação calamitosa e preocupante, porque pessoas como o Sr. Ortega se auto-intulam o "dono da verdade". A PLC 122/2006 seja daqui a 1,5, 10 ou 20 anos será aprovada! Não é obrigado a gostar, mas é obrigado a RESPEITAR.