Reportagens Especiais
09/10/2009 - 05h10
SP, RS, RJ e PR têm melhores bancadas no Congresso
Essa é a avaliação dos jornalistas que participaram da primeira fase do Prêmio Congresso em Foco, que vai apontar os melhores parlamentares do ano
As bancadas de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e do Paraná são as melhores do Congresso, na avaliação de profissionais de imprensa que cobrem a Câmara e o Senado. Os deputados e senadores desses estados receberam, ao todo, 765 votos e foram os mais bem avaliados entre os 176 jornalistas que participaram da primeira fase do Prêmio Congresso em Foco 2009.
Também vem dessas unidades da federação o maior número dos finalistas que disputam, até o dia 19 de novembro, o voto do internauta pelo título de melhor parlamentar do ano, na segunda e decisiva etapa do prêmio. Há nove paulistas, sete gaúchos, quatro fluminenses e quatro paranaenses entre os 11 senadores e 27 deputados selecionados. A relação da finalíssima é composta, ainda, por congressistas de outros nove estados: Acre, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco, com um nome cada; e Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, com dois cada.
O mapa das bancadas mais bem avaliadas pelos jornalistas permite vários recortes, a exemplo do espectro partidário e ideológico, conforme mostrou o Congresso em Foco (leia mais).
Eis o que se pode observar na distribuição "geográfica" dos votos:
- POR ESTADO
Dos 73 parlamentares de São Paulo, 31 acumularam 218 votos entre os jornalistas. Foram distribuídos, ainda, 209 votos entre 19 dos 34 congressistas do Rio Grande do Sul, 180 entre 15 dos 49 representantes do Rio de Janeiro e 158 entre dez dos 33. Os votos dos fluminenses foram puxados, sobretudo, pelos deputados Chico Alencar (Psol) e Fernando Gabeira (PV). Chico foi o mais votado pelos jornalistas e Gabeira, o terceiro.
Na outra ponta, seis bancadas se destacam entre as de pior avaliação pelos jornalistas, com menos de dez votos recebidos: Alagoas, com nove votos; Amapá, com seis; Mato Grosso e Paraíba, com cinco; Rondônia, com quatro; e Sergipe, com apenas dois.
Alagoas, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima surgem como as únicas bancadas que não tiveram deputados indicados pelos jornalistas na apuração final. No Senado, a única bancada não citada pelos profissionais de imprensa foi a do Maranhão. Nenhum voto foi dado a Lobão Filho (PMDB), Epitácio Cafeteira (PTB) e Mauro Fecury (PMDB), nem à ex-senadora Roseana Sarney (PMDB), que deixou o Senado, no início do ano, para assumir o governo do estado.
Total de votos por estado:
UF Votos
SP 218
RS 209
RJ 180
PR 158
GO 103
AC 101
PE 99
DF 92
ES 77
MA 47
AM 45
BA 44
RN 39
MG 31
MS 31
SC 28
CE 27
PA 17
PI 16
RR 15
TO 13
AL 9
AP 6
MT 5
PB 5
RO 4
SE 2
Clique aqui para ver a distribuição detalhada dos votos
- POR REGIÃO
A região que acumulou mais votos foi a Sudeste (506), seguida pelo Sul (395), Nordeste (288) e pelo Norte e Centro-Oeste (201 votos cada).
A ordem muda quando são analisadas as regiões com mais parlamentares indicados pelos jornalistas. Sudeste, com 67 representantes; Nordeste, com 46; Sul, com 36; Centro-Oeste, com 18, e Norte, com 20. Esses números, é verdade, acabam sofrendo reflexo do tamanho das bancadas regionais.
- VOTOS, POR PROPORÇÃO
Em termos proporcionais, o melhor desempenho ficou por conta dos parlamentares do Sul. Dos 86 congressistas que representam a região, 36 (41,86%) foram apontados entre os melhores pelos jornalistas. Na sequência, vem a bancada do Sudeste. Dos 191 parlamentares da região, 67 (35,07%) foram votados. O Centro-Oeste teve 18 de seus 53 (33,96%) representantes lembrados.
Ao todo, 46 (25,98%) dos 177 deputados e senadores do Nordeste receberam votos na primeira fase do Prêmio Congresso em Foco. A bancada do Norte também foi a menos votada proporcionalmente: 20 (22,98%) parlamentares foram citados. Entre eles, Marina Silva (PV-AC), a mais votada pelos jornalistas no Senado.
Confira os votos dados pelos jornalistas aos deputados
Confira os votos dados pelos jornalistas aos senadores
Entre aqui para votar.
Para visualizar os resultados parciais, clique aqui.
Zeu (10/10/2009 - 20h14)
Melhores em que sentido? São assiduos nas sessões?,são todos honestos?,É dificil de acreditar que exista melhores!Senhores jornalistas esses parlamentares precisam melhorar muito!Estou de olho neles,nas eleições sempre demito alguns deles, não lhes dando meu voto.
(09/10/2009 - 22h28)
Esta estatística só vem comprovar o quanto o Brasil conserva a discriminação. E o mais estarrecedor é que ela é empreendida pela imprensa. Os jornalistas, pretensos formadores de opinião, são responsáveis pela má intenção. Mostra que os estados mais pobres e mais distantes das sedes dos grandes órgãos de comunicação adquiriram votação mais baixa. Existe algo muito estranho aí. Fica claro que os grandes veículos de imprensa não se dão ao trabalho de acompanhar o desempenho dos políticos nos centros menos desenvolvidos e dsistantes do Centro do Poder.
Naza (09/10/2009 - 22h10)
Eu achava que só o povo que não sabia votar, mas jornalista votando em Sarney, Renan, Collor, aí fala sério, assim nunca teremos um País decente, só faltaram votar no Jader Barbalho. ACORDA BRASIL
Bruninho (10/09/2009 - 19h22)
Grupo de militantes, simpatizantes, filiados das mais variadas correntes do PSOL, irá lançar manifesto em apoio à candidatura à presidência do Brasil, do Ex-Deputado Federal Babá, fundou o partido junto com Heloísa Helena e que hoje participa ativamente da construção do PSOL no Rio de Janeiro. Segue manifesto: MANIFESTO em Defesa das Origens do PSOL BABÁ PSOL 50 PRESIDENTE DO BRASIL! A luta anticapitalista no Brasil deu um salto de qualidade com a ruptura política com o PT em 2003 e a fundação do Partido Socialismo e Liberdade em 2004. Construímos um instrumento concreto contra a adaptação da esquerda brasileira ao regime burguês e a traição de Lula, apesar das contradições. A resistência à Reforma da Previdência, o processo de expulsão do PT em dezembro de 2003, o meio milhão de assinaturas para legalização colhida nacionalmente (mesmo número de filiados que o PT levou 20 anos para conseguir) e a coerência política, fizeram de Heloísa Helena e, em menor medida, de Luciana Genro e Babá, referências de massas de Norte a Sul do Brasil, contra a velha direita (PSDB, PMDB, DEM) e a nova direita emergente (PT, PSB, PCdoB, PDT). Esse passo político foi decisivo, o que nos coloca em outro patamar e apresenta outras tarefas e desafios, como a segunda candidatura do PSOL a Presidência da República, em 2010 – após a vitória política de implantação nacional do partido com a candidatura de Heloísa Helena em 2006. O objetivo desse manifesto é apresentar uma via real para o PSOL consolidar nacionalmente sua referência de massas, nas ruas e nas urnas, com um candidato a Presidência da República em 2010 com influência popular, e conhecido em todo o Brasil. Os vinte anos de aplicação das receitas neoliberais e democrático-populares por Collor, Itamar, FHC e Lula e seus governos estaduais e municipais, produziram um cenário extremamente adverso para as conquistas consolidadas há mais de cinco décadas por mulheres e homens trabalhadores. Também permitem o desenvolvimento de uma “etapa avançada” do modo de produção capitalista do século XXI no Brasil, com melhores condições para espoliar, dominar e explorar. Isso exige que o PSOL afirme mais ainda os princípios que nos levaram a romper com o PT há seis anos e nos construíram enquanto referência nacional para a luta socialista. A presidenta nacional do PSOL, Heloísa Helena, é nosso grande patrimônio político no Brasil, detentora de respeito e referência de massas que pouquíssimos políticos possuem no mundo, mesmo os populistas profissionais. Apesar de boicotada pela mídia nacional e sem os instrumentos políticos tradicionais, Heloísa figura nas pesquisas de todos os institutos entre os candidatos com possibilidades de passar ao segundo turno – ficando atrás apenas de Serra (PSDB), embolada com Dilma (PT) e Ciro (PSB) e na frente de Aécio (PSDB), Marina (PV) e Palocci (PT). Nossa Heloísa Helena é um orgulho e um potencial poderoso do PSOL. Infelizmente, a brava guerreira Heloísa Helena e seu campo interno no PSOL dão claros sinais que ela não será candidata à presidenta, o que consideramos um equívoco. Achamos que Heloísa Helena deveria ser nossa candidata natural a Presidência da República, pois sua referência de massas proporcionaria excelentes condições de construção do PSOL em 2010.. Lamentamos, porém, respeitamos tal posição, visto que, caso isso se confirme, não significaria nenhuma traição programática, moral ou ideológica, tampouco uma postura individualista ou personalista de Heloísa. Ao contrário disso, sabemos que, caso Heloísa Helena concorra ao senado em Alagoas, isso também representaria um ganho ao partido e seria resultado de debates e entendimentos construídos entre alguns setores da direção do PSOL, ou seja, seria uma deliberação tática coletiva (mesmo que tomada por parte da direção), jamais um erro individual personalista ou carreirista da companheira Heloísa. Diante desse quadro (Heloísa Helena candidata ao Senado Federal), existem duas alternativas reais para o PSOL continuar se postulando enquanto alternativa de esquerda no Brasil, nas ruas e nas urnas, em 2010: Babá e Luciana Genro. Sem pleitear candidatura a presidência, Luciana lidera um combate sem precedentes contra a corrupção no governo do RS, o que exige sua presença para reeleição no estado. Por isso, decidimos lançar este MANIFESTO em apoio à candidatura de BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL, o único nome possível, hoje, para representar o programa original do PSOL, a luta contra o neoliberalismo e a traição de Lula e do PT. Quem no Brasil não conhece Heloísa Helena, Luciana Genro ou Babá? Todos sabem que foram esses os que “brigaram” com o Lula e não entraram no esquema do “todo mundo é igual” e denunciaram de imediato a política econômica neoliberal de Lula, que nada mais era do que um aprofundamento da política neoliberal executada pelo governo FHC. BABÁ, junto com Heloísa Helena e Luciana, viajou os 27 estados brasileiros fazendo o combate contra a nova direita e colhendo as assinaturas que possibilitaram ao PSOL existir atualmente. São lideranças e símbolos nacionais do nosso partido e da não-adaptação aos encantos do poder e da corrupção, diante da desmoralização do PT. Em todas as regiões brasileiras, o companheiro BABÁ é reconhecido enquanto aquele fundador do partido da Heloísa Helena, aquele que não trocou de posição, não se vendeu nem titubeou e continua fiel aos interesses dos trabalhadores e desempregados. BABÁ teve a força, a independência e a determinação necessária para enfrentar esse desafio sem vacilar, pois é um quadro socialista com três décadas de experiência, em cinco mandatos parlamentares, preparado na luta sindical da sua categoria, na organização partidária, na vida de caboclo da Amazônia nascido em região de várzea (fronteira Pará e Amazonas) e morador do bairro da tijuca no Rio de Janeiro. Professor de engenharia mecânica da UFPA, Babá cursou pós-graduação no ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) e atualmente integra o respeitado programa de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR da UFRJ. Quando Lula foi candidato a presidente pela primeira vez, em 1989, BABÁ era vereador do PT em Belém e havia participado da fundação da CUT em 1983. Em 1990 elegeu-se deputado estadual no Estado do Pará e reelegeu-se em 1994. Em 1998 foi eleito deputado federal pelo estado do Pará e reeleito em 2002, ano que Lula se elege presidente da república. Os mandatos parlamentares de Babá foram pontas de lança no apoio às greves, às ocupações urbanas e rurais no Pará e nas lutas da juventude. Em janeiro de 2003, com a confirmação pública da traição de Lula na Reforma da Previdência, que Babá e Luciana foram contra na Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que Heloísa Helena se opunha no senado, onde também se recusou a votar na indicação de Henrique Meirelles para o Banco Central e em Sarney para presidente do Senado Federal, o candidato de Lula. Deste confronto originaram-se os chamados “radicais do PT”, que gerou o PSOL. Foi BABÁ quem criou a primeira grande polêmica pública na mídia com o Governo Lula, se diferenciando pela esquerda, ao dizer que “não confiava em Antônio Palocci nem como médico, quanto mais enquanto ministro da fazenda”. Essa entrevista de BABÁ pertence aos anais da pré-história de fundação do PSOL, pois diante da exigência de retratação pela direção palaciana do PT e da confirmação do que havia dito, BABÁ fez ver ao Brasil o quanto inconciliável com o projeto original do PT se tornou o governo Lula. O furacão de enfrentamento com a direção traidora do PT que se seguiu e que levou à fundação do PSOL, também levou Babá a novamente colocar-se a serviço da construção partidária e da luta dos trabalhadores, quando assumiu a tarefa de construir o PSOL no Rio de Janeiro, mudando seu domicílio eleitoral e concorrendo a deputado federal em 2006, sendo hoje o primeiro suplente do PSOL- RJ, provando novamente ser um dirigente a serviço da luta socialista. Por esses e outros motivos, nessa conjuntura, entendemos que BABÁ é a única liderança nacional do PSOL com capacidade de ocupar o espaço de candidato a Presidente da República sem que o partido perca sua referência de massas, nas ruas e nas urnas do Brasil em 2010. Para seguir na luta contra a crise econômica, contra o capital financeiro, e contra a velha e a nova direita, BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL!
Flávio (10/09/2009 - 07h22)
Se SP, que tem tantas porcarias, está entre as melhores bancadas, imaginem as bancadas dos outros estados. Muito boa a iniciativa de selecionar os melhores. Embora possamos discordar de um ou outro nome, considero importante esse trabalho de reconhecer quem trabalha melhor no Congresso Nacional