04/11/2009 - 14h32
PGR pede acolhimento de denúncia contra Azeredo
A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu nesta quarta-feira (4) o acolhimento da denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no caso do mensalão mineiro. O julgamento do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) foi interrompido por volta das 12h para o almoço. O relator, ministro Joaquim Barbosa, deve retomar a leitura do seu voto em instantes.
O parlamentar e outros investigados são acusados pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, supostamente praticados no mensalão mineiro, que segundo o MPF, desviou cerca de R$ 3 milhões e R$ 500 mil dos cofres públicos de Minas Gerais, durante a campanha eleitoral de 1998 ao governo do estado. Azeredo, que na ocasião tentava a reeleição, acabou derrotado por Itamar Franco.
Em sua exposição, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou o mensalão mineiro “um intrincado esquema de desvio de recursos públicos para financiamento da campanha eleitoral de reeleição” de Eduardo Azeredo, então governador de Minas Gerais, sob a falsa justificativa de patrocínio dos eventos esportivos Enduro Internacional da Independência, Iron Biker e Campeonato Mundial de Motocross.
Entre os envolvidos no suposto esquema, segundo a investigação da PGR, estão o então candidato a vice-governador Clésio Andrade, o empresário Marcos Valério, integrantes do governo de Minas Gerais, a agência de propaganda SMP&B, o Banco Rural, o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), a Águas Minerais de Minas S/A (Copasa) e a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), entre outros.
Responsabilidade
A defesa de Azeredo afirmou na tribuna que a denúncia feita pelo MPF não conseguiu comprovar qual seria a responsabilidade do senador nas irregularidades apontadas na campanha para o governo de Minas Gerais em 1998. Para o advogado José Gerardo Grossi, “a denúncia é repleta de condicionais e de formas adverbiais que denotam muito mais incertezas do que certezas”.
Ao fazer um histórico da atuação do senador Eduardo Azeredo na política de Minas Gerais, o advogado afirmou que o então candidato constituiu um comitê de campanha eleitoral tendo nomeado para administrá-lo o assessor Cláudio Mourão.
Segundo a defesa, Mourão tinha total liberdade para atuar no lado financeiro da campanha. O advogado acusou o assessor de ter faltado com a "lealdade para com o senador". “Essa é a conduta do responsável pela organização financeira do então governador Eduardo Azeredo e, lamentavelmente, essa não é a primeira e nem será a última vez que ocorre com a humanidade”, afirmou.
Hermano J. Vieira (05/11/2009 - 12h48)
Os escândalos da política brasileira nos deixa, atonitos,desoientados, inconformados, envergonhados e nos chega a causar naúseas. A sociedade, através dos seus órgãos de classe, associações profissionais, igrejas, ONG's, sindicatos deve se organizar/articular para juntos execer o controle social dos agentes públicos, sejam eles efetivos ou eletivos. Diante das denuncias da imprensa sobre a malversação de parcos recursos públicos, não podemos admitir que que políticos que desviaram(em) o dinheiro dos nossos impostos continuem ocupando cargos políticos - eles tem que ser alijados da política brasileira e trancados em masmorras. Chega de falsa moralidade. Fora com os corruptos.
Neto (04/11/2009 - 18h16)
Como sempre, "os grandões" querem arranjar um "bode expiatório".
Bereci da Rocha Macedo (04/11/2009 - 15h27)
O Senhor Cláudio Mourão tinha ingerência na administração de Minas Gerais? Ele autorizava despesas ou simplesmente gerenciava a campanha do Governador candidato à reeleição?