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26/09/2009 - 11h00
O dia em que o CQC provou do próprio veneno
Acostumada a fazer humor com provocações e perguntas desconcertantes, uma equipe do programa de TV Custe o que Custar (CQC), da Band, perdeu a paciência com um jornalista que usou a mesma fórmula para entrevistá-los. Dias depois, o vídeo com a entrevista com o repórter Rafael Cortez foi retirado do ar, segundo o autor da gravação, a pedido do próprio humorista.
Convidando o leitor a relaxar um pouco, o Congresso em Foco apresenta neste sábado o vídeo que fez três integrantes do programa se irritarem com um repórter “invasivo”, no caso, o jornalista Jorge Antônio Barros, responsável pela proeza.
Confira “O dia da caça”:
O jornalista Jorge Antônio Barros, que assina o blog Repórter de Crime do jornal O Globo, encontrou o apresentador do CQC Rafael Cortez no saguão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, acompanhado de dois membros da equipe, no final de agosto.
Fã do CQC, ele resolveu fazer uma brincadeira com os colegas. “Gosto deles de verdade. Abri a câmera e comecei a entrevistá-los”, contou Barros ao Congresso em Foco.
Ele relata que sentiu "aspereza" de Cortez no primeiro contato. “Aí, eu também fui rude com ele.” Indo para o avião, Barros avisou que era do jornal O Globo e que iria colocar o vídeo no Youtube. Minutos depois, Cortez teria dito ao repórter que a primeira parte da entrevista estava ruim porque ele aparecia "meio arrogante". “Ele me disse que pensou que eu era um ‘fã inconveniente’.”
Conversa amena
Segundo Barros, Cortez o autorizou então a fazer a entrevista. Por isso, a conversa continuou na descida do avião, de forma mais amena, quando Barros brincou ao se oferecer para trabalhar no CQC e passou a fazer perguntas mais sérias sobre a violência no Rio de Janeiro, assunto principal de seu trabalho em O Globo.
Mas um dos membros da equipe reclama da filmagem: "Você está sendo invasivo, está me gravando". Quando a entrevista está terminando, os seguranças do aeroporto no Rio intervêm e chegam a meter a mão na câmara, acabando com a gravação.
Nesse momento, o próprio Rafael Cortez reclama: "Ele tá me gravando desde o avião. Você é chato, rapaz, pára de me filmar", mostra o vídeo. “O Rafael fez aquela ceninha. Ele tinha me autorizado a falar com ele”, explica Barros.
Com a câmara desligada, iniciou-se uma discussão. Barros afirma que Cortez disse que o pessoal do CQC não agia daquela forma, mas de maneira “elegante”. “Aí eu disse: ‘Agora você vai me dar lição de moral na frente de todo mundo?’.”
A maior chateação de Barros, no entanto, foi com a retirada do vídeo do Youtube, segundo ele, pedida por uma empresa de produções artísticas supostamente ligada ao repórter do programa humorístico. “Não precisava. É uma brincadeira como qualquer outra que eles fazem”, conta.
Alô, CQC
A reportagem não conseguiu falar com a produção do CQC para comentar o caso e a denúncia de censura no Youtube. A assessoria de imprensa da Bandeirantes não retornou os contatos do Congresso em Foco.
A produção do programa não quis sequer anotar os pedidos de entrevista. “Se eu anotar o seu recado, vou infringir uma regra. A empresa é grande”, justificou a atendente.
O espaço do site continua aberto caso o programa queira se manifestar sobre o assunto.
Na esportiva
No final do ano passado, o próprio Rafael Cortez levou com bom-humor a brincadeira feita pelo repórter Fábio Góis, do Congresso em Foco, em uma descontraída inversão de papeis durante a cerimônia de entrega do Prêmio Congresso em Foco.
O grupo, liderado por Marcelo Tas, virou presença constante nos corredores do Congresso, para desespero de muitos parlamentares (leia mais).
Veja o vídeo
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NEY (17/10/2009 - 12h59)
Posso opinar porque já assisti algumas vêzes êsse programa, e sinceramente para mim é de um péssinmo mal gosto,nada acrescenta de útil,e de informação,às vêzes talvez por temor a censura, não expressam o que o telespectador, gostaria de argumentar com alguma autoridade entrevistada.Realmente não gosto deste, nem dos outros que estão por aí,ainda de nível bem baixo.Deveriam ser abolidos da televisão.Esta é minha opinião.
Rafael aroeira Silva (10/09/2009 - 22h46)
Grupo de militantes, simpatizantes, filiados das mais variadas correntes do PSOL, irá lançar manifesto em apoio à candidatura à presidência do Brasil, do Ex-Deputado Federal Babá, fundou o partido junto com Heloísa Helena e que hoje participa ativamente da construção do PSOL no Rio de Janeiro. Segue manifesto: MANIFESTO em Defesa das Origens do PSOL BABÁ PSOL 50 PRESIDENTE DO BRASIL! A luta anticapitalista no Brasil deu um salto de qualidade com a ruptura política com o PT em 2003 e a fundação do Partido Socialismo e Liberdade em 2004. Construímos um instrumento concreto contra a adaptação da esquerda brasileira ao regime burguês e a traição de Lula, apesar das contradições. A resistência à Reforma da Previdência, o processo de expulsão do PT em dezembro de 2003, o meio milhão de assinaturas para legalização colhida nacionalmente (mesmo número de filiados que o PT levou 20 anos para conseguir) e a coerência política, fizeram de Heloísa Helena e, em menor medida, de Luciana Genro e Babá, referências de massas de Norte a Sul do Brasil, contra a velha direita (PSDB, PMDB, DEM) e a nova direita emergente (PT, PSB, PCdoB, PDT). Esse passo político foi decisivo, o que nos coloca em outro patamar e apresenta outras tarefas e desafios, como a segunda candidatura do PSOL a Presidência da República, em 2010 – após a vitória política de implantação nacional do partido com a candidatura de Heloísa Helena em 2006. O objetivo desse manifesto é apresentar uma via real para o PSOL consolidar nacionalmente sua referência de massas, nas ruas e nas urnas, com um candidato a Presidência da República em 2010 com influência popular, e conhecido em todo o Brasil. Os vinte anos de aplicação das receitas neoliberais e democrático-populares por Collor, Itamar, FHC e Lula e seus governos estaduais e municipais, produziram um cenário extremamente adverso para as conquistas consolidadas há mais de cinco décadas por mulheres e homens trabalhadores. Também permitem o desenvolvimento de uma “etapa avançada” do modo de produção capitalista do século XXI no Brasil, com melhores condições para espoliar, dominar e explorar. Isso exige que o PSOL afirme mais ainda os princípios que nos levaram a romper com o PT há seis anos e nos construíram enquanto referência nacional para a luta socialista. A presidenta nacional do PSOL, Heloísa Helena, é nosso grande patrimônio político no Brasil, detentora de respeito e referência de massas que pouquíssimos políticos possuem no mundo, mesmo os populistas profissionais. Apesar de boicotada pela mídia nacional e sem os instrumentos políticos tradicionais, Heloísa figura nas pesquisas de todos os institutos entre os candidatos com possibilidades de passar ao segundo turno – ficando atrás apenas de Serra (PSDB), embolada com Dilma (PT) e Ciro (PSB) e na frente de Aécio (PSDB), Marina (PV) e Palocci (PT). Nossa Heloísa Helena é um orgulho e um potencial poderoso do PSOL. Infelizmente, a brava guerreira Heloísa Helena e seu campo interno no PSOL dão claros sinais que ela não será candidata à presidenta, o que consideramos um equívoco. Achamos que Heloísa Helena deveria ser nossa candidata natural a Presidência da República, pois sua referência de massas proporcionaria excelentes condições de construção do PSOL em 2010.. Lamentamos, porém, respeitamos tal posição, visto que, caso isso se confirme, não significaria nenhuma traição programática, moral ou ideológica, tampouco uma postura individualista ou personalista de Heloísa. Ao contrário disso, sabemos que, caso Heloísa Helena concorra ao senado em Alagoas, isso também representaria um ganho ao partido e seria resultado de debates e entendimentos construídos entre alguns setores da direção do PSOL, ou seja, seria uma deliberação tática coletiva (mesmo que tomada por parte da direção), jamais um erro individual personalista ou carreirista da companheira Heloísa. Diante desse quadro (Heloísa Helena candidata ao Senado Federal), existem duas alternativas reais para o PSOL continuar se postulando enquanto alternativa de esquerda no Brasil, nas ruas e nas urnas, em 2010: Babá e Luciana Genro. Sem pleitear candidatura a presidência, Luciana lidera um combate sem precedentes contra a corrupção no governo do RS, o que exige sua presença para reeleição no estado. Por isso, decidimos lançar este MANIFESTO em apoio à candidatura de BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL, o único nome possível, hoje, para representar o programa original do PSOL, a luta contra o neoliberalismo e a traição de Lula e do PT. Quem no Brasil não conhece Heloísa Helena, Luciana Genro ou Babá? Todos sabem que foram esses os que “brigaram” com o Lula e não entraram no esquema do “todo mundo é igual” e denunciaram de imediato a política econômica neoliberal de Lula, que nada mais era do que um aprofundamento da política neoliberal executada pelo governo FHC. BABÁ, junto com Heloísa Helena e Luciana, viajou os 27 estados brasileiros fazendo o combate contra a nova direita e colhendo as assinaturas que possibilitaram ao PSOL existir atualmente. São lideranças e símbolos nacionais do nosso partido e da não-adaptação aos encantos do poder e da corrupção, diante da desmoralização do PT. Em todas as regiões brasileiras, o companheiro BABÁ é reconhecido enquanto aquele fundador do partido da Heloísa Helena, aquele que não trocou de posição, não se vendeu nem titubeou e continua fiel aos interesses dos trabalhadores e desempregados. BABÁ teve a força, a independência e a determinação necessária para enfrentar esse desafio sem vacilar, pois é um quadro socialista com três décadas de experiência, em cinco mandatos parlamentares, preparado na luta sindical da sua categoria, na organização partidária, na vida de caboclo da Amazônia nascido em região de várzea (fronteira Pará e Amazonas) e morador do bairro da tijuca no Rio de Janeiro. Professor de engenharia mecânica da UFPA, Babá cursou pós-graduação no ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) e atualmente integra o respeitado programa de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR da UFRJ. Quando Lula foi candidato a presidente pela primeira vez, em 1989, BABÁ era vereador do PT em Belém e havia participado da fundação da CUT em 1983. Em 1990 elegeu-se deputado estadual no Estado do Pará e reelegeu-se em 1994. Em 1998 foi eleito deputado federal pelo estado do Pará e reeleito em 2002, ano que Lula se elege presidente da república. Os mandatos parlamentares de Babá foram pontas de lança no apoio às greves, às ocupações urbanas e rurais no Pará e nas lutas da juventude. Em janeiro de 2003, com a confirmação pública da traição de Lula na Reforma da Previdência, que Babá e Luciana foram contra na Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que Heloísa Helena se opunha no senado, onde também se recusou a votar na indicação de Henrique Meirelles para o Banco Central e em Sarney para presidente do Senado Federal, o candidato de Lula. Deste confronto originaram-se os chamados “radicais do PT”, que gerou o PSOL. Foi BABÁ quem criou a primeira grande polêmica pública na mídia com o Governo Lula, se diferenciando pela esquerda, ao dizer que “não confiava em Antônio Palocci nem como médico, quanto mais enquanto ministro da fazenda”. Essa entrevista de BABÁ pertence aos anais da pré-história de fundação do PSOL, pois diante da exigência de retratação pela direção palaciana do PT e da confirmação do que havia dito, BABÁ fez ver ao Brasil o quanto inconciliável com o projeto original do PT se tornou o governo Lula. O furacão de enfrentamento com a direção traidora do PT que se seguiu e que levou à fundação do PSOL, também levou Babá a novamente colocar-se a serviço da construção partidária e da luta dos trabalhadores, quando assumiu a tarefa de construir o PSOL no Rio de Janeiro, mudando seu domicílio eleitoral e concorrendo a deputado federal em 2006, sendo hoje o primeiro suplente do PSOL- RJ, provando novamente ser um dirigente a serviço da luta socialista. Por esses e outros motivos, nessa conjuntura, entendemos que BABÁ é a única liderança nacional do PSOL com capacidade de ocupar o espaço de candidato a Presidente da República sem que o partido perca sua referência de massas, nas ruas e nas urnas do Brasil em 2010. Para seguir na luta contra a crise econômica, contra o capital financeiro, e contra a velha e a nova direita, BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL!
giovane (10/08/2009 - 13h48)
Confesso que assisto o CQC, acho o programa inovador, considerando a media dos similares da TV brasileira; a forma incisiva com que os repórteres inquirem suas “vitimas “ , mas, realmente pegou mal o comportamento do Rafael Cortez, que passando de caçador a caça na entrevista em voga, joga por terra a legitimidade do estilo que imprime em sua performance nos quadros que atua, sem o bom humor habitual, uma arrogância descabida e desrespeito a um companheiro de profissão, que nada mas fez, que colocá-lo na mesma posição das suas “vitimas”.
Jorge Antonio Barros (28/09/2009 - 22h53)
Gostaria de agradecer ao repórter Eduardo Militão por sua absoluta competência ao retratar o episódio ocorrido envolvendo o Repórter de Crime e o repórter do CQC.
marciomarxs (28/09/2009 - 18h08)
Quanto ao 'brasileirinho'que fez o comentário sobre os paulistas,quero acrescentar que concordo em parte com ele,e o CQC,é um exemplo dessa arrogância paulista,que aliás,é coisa de italiano,aos quais sempre acharam que o restante do país nunca trabalhou,e somente eles eram quem carregavam o fardo do trabalho nas costas. Isso também é bem típico dos estados do sul,que também possuem essa mentalidade destorcida do restante do país. A questão é que vem se acentuando a velha discriminação regionalista,pois sou de uma própera cidade do interior de Goiás e estamos enfrentando uma enxurrada de gente proveniente do nordeste,vindo trabalhar aqui. São pessoas trabalhadoras e esforçadas,que porém não sabem como gastar racionalmente seus salários,por outro lado,eles têm atrapalhado no preço da mão de obra local,pois tem havido constantes achatamentos de salários. Acredito que o CQC,agora que já passou pela sua segunda fase ruim,refletirá sobre o tipo de jornalismo discriminatório ao qual eles vêm fazendo.