Quarta-Feira, 10 de Fevereiro de 2010

22/09/2009 - 16h13 | Atualizada em 22/09/2009 - 17h20

Governador chama Minc de "viado fumador de maconha"

Renata Camargo

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse que não pretendia ofender o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao chamá-lo de “viado fumador de maconha”. Na manhã de ontem (21), ao ser questionado por empresários do setor da indústria e comércio sobre a proibição do plantio de cana-de-açúcar na região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, Puccinelli usou palavrões para criticar o ministro.

Além de chamar o ministro de ‘viado’, Puccinelli também afirmou que, se Minc participasse da Meia Maratona Internacional do Pantanal, marcada para dia 11 de outubro, ele “o alcançaria e o estupraria em praça pública”.

Segundo sua assessoria, as declarações foram feitas em “tom de brincadeira” sem “caráter de ofensa pessoal ao ministro”. As críticas do governador recaíram, sobretudo, em relação ao Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar, divulgado na semana passada pelo governo federal. O zoneamento estabelece regras para o uso do solo no plantio da cana.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o ministro do Meio Ambiente classificou Puccinelli como um “truculento que quer destruir o Pantanal”. "Essa declaração revela o seu caráter", complementa Minc (leia mais).

Há duas semanas, o ministro causou polêmica ao defender a descriminalização da maconha em um show de reggae na cidade goiana de Alto Paraíso (assista ao vídeo).

anjo (16/10/2009 - 14h32)

O que se espera de um governador deste que abre a boca para ofender o próximo? E aí? Fica assim mesmo?

Italo (24/09/2009 - 12h40)

Apos o governador chamar os professores e policiais de vagabundos não poderiamos esperar coisa melho de alguem que não tem a menor capacidade de estabelecer um dialogo numa negociação

MIGUEL CARNEIRO (24/09/2009 - 01h39)

PRELAZIA DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA (Miguel Carneiro) Dedicado ao meu irmão Pedro Casaldáliga Plá Corro os olhos no trecho a procura de santos profetas e peregrinos que me ajudem a romper esses tempos de desolamento mas meus olhos encharcados de lágrimas enxergam apenas Dom Pedro Casaldáliga! Então rememoro o seu anel de urucum, o báculo borduna de um guerreiro do Xingu. Beijo daqui da Bahia as suas mãos limpas puras como um diamante cravejado em meu peito de menino velho. E o seu verso me surge na memória: “Eu e tu, Araguaia, somos um tempo só.” Em Ribeirão Cascalheira, junto ao Santuário dos Mártires da Caminhada, há 30 anos jaz o Mártir Pe. João Bosco Penido Burnier... Indo assim tangendo quadras, de garças brancas colorindo a paisagem e um tuiuiú baleado no peito Pedro Casaldáliga, segue meu Poeta Irmão pelos caminhos de São Félix zanzando nos caminhos do mundo, brada: “Tudo é relativo menos Deus e a fome.” Dando testa a tantos grileiros a inúmeros madeireiros essa gente covarde acostumada a manter seus latifúndios e as capitanias hereditárias de seus crimes e servidão parasitando o suor do Bugre, do Nordestino, do Lascado, nesse fim de mundo com suas fazendas enlameadas de escravidão. Dom Pedro em sentinela abominando toda esta exploração. As terras indígenas nunca demarcadas a burocracia emperrando e os seus guerreiros na mata em desolação. “E os rios, estes rios outrora preservados na inocência, cruzados pela lua e os pássaros e o vento, rios de paz, de peixes, de livre liberdade, agora profanados... Araguaia, punido Berocá! Xavantino aramado! Tapirapé enlameado de turismo...” Pedro de pé sem abaixar a cabeça jamais proclamando o Evangelho da Libertação nesses tempos de pouca fé de corações embrutecidos pela sanha do lucro Pedro Santo canonizado em meu coração Pedro Profeta no deserto de sua Pregação Pedro Peregrino com seu rebanho de boa lã Pedro Poeta meu irmão Catalão.

miguel carneiro (24/09/2009 - 01h37)

HÁ UM CORPO EM CHAMAS DE UM HOMEM NO PANTANAL MATOGROSSENSE Em memória de Francisco Anselmo Gomes de Barros, “Francelmo” Domingo, dia que Deus descansou depois da labuta após criar o mundo: de céus, planetas, terra, rios, mares, bichos, plantas e o homem sobre a face da terra. Em Campo Grande, Iracema Sampaio chora. Dom Pedro Casaldáliga ora. Manuel de Barros procura sentidos nesse gesto. Almir Sáter e João Bá se perguntam porque o Tuiuiú está em silêncio? Na Bahia, meu avô, Augusto Asclepíades, diria: “O mundo termina em fogo.” Mas, não durmo, e minha mão arde, nessa lembrança de fogaréu. Por que, heim, Anselmo, foste tão glorioso na tua própria coivara? Eu, sei, Sabino Alves Sampaio está perplexo diante das labaredas. Há em mim essa vontade incomensurável de te enviar para te salvar: caminhões de “Paraqueimol”. Os peixes ainda conversam, falando de tua história. São tambaquis, piranhas na mansidão dos igarapés, entre garças e jacarés. O Bugre te louva. E até penso que o povo de Mato Grosso, de Tocantins, do Pará, fazem de tua chama, luzeiro de um novo tempo que se descortinará. Nós, ficamos por aqui, doidos de dores. Enquanto Tu queimas numa praça de Campo Grande, eu peço ao Cão, que pare com toda essa devastação. 14/11/2005

Rasec (23/09/2009 - 21h54)

Creio que para este governador a ofensa existe quando alguém dá um tiro na cara do outro.

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