| Voltando à insinceridade cultural 12 comentários |
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LUIZ HENRIQUE BARROS (29/03/2006 - 09h53) Com um perfil intelectual desses e fazendo o papelão que estamos presenciando, só pode ser por total descaso e falta de respeito com a opinião pública. Vide Ângela Guadagnin. Se os que se fazem representar no Congresso, como os advogados, médicos e profesores, não conseguem se articular em prol das respectivas categorias, imagine-se a grande massa que não tem representante de fato. Venho defendendo que a sustentação de um regime democrático é a organização da sociedade. Mas, o debate realmente deve ser em torno de como organizar a sociedade. Mas, por oportuno em relação ao artigo, gostaria de sugerir ao Congresso em Foco que fizesse um enquete junto aos parlamentares para responder a seguinte pergunta. Por que um pais com 26 estados e um Distrito Federal precisa de 513 deputados federais e 82 senadores? |
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Carlos Alberto Murta (26/12/2008 - 14h26) Admirável e por demais oportuno o artigo dessa assumidade Marcia Benser. Grande escritora, infelizmente é o que temos, possivelmente se agravará com a unificação ortográfica a ser implantada a partir de janeiro p.f.Que maravilha se tivéssemos mais Marcias, Cecílias, Coras, Freires, Darcy's e outros também que de fato se preocuparam e preocupam com nossa perda de origens históricas.Parabéns, Carlos. |
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Carlos Amorim (16/12/2008 - 23h16) O abandono das raízes culturais dá-se a par do abandono da cidadania, dos símbolos pátrios, dos objetivos pessoais, da família, da coletividade da vila, do bairro, do município, do estado, até alcançar os objetivos nacionais permanentes e o país como um todo. Muito poucos se importam com o que outros estão fazendo nas artes, nas escolas, nas universidades, na boa política. O brasileiro só é solidário nas grandes tragédias, como a de Santa Catarina, ou nos bailes funk, nas baladas de sexta à noite e nos arrastões de sabado e domingo. A identidade nacional só existe no futebol, no desejo da juventude de ser jogador no exterior, cantor de rap ou música sertaneja,vereador ou deputado estadual e político em Brasília. E todos sabemos por quê e para quê.Enquanto outros países usam os trens- bala, nossos responsáveis resolvem adiar estudos para ver se é realmente necessário que o país avance, pelo menos entre Rio-Campinas-Viracopos-São Paulo. Parece que não é hora. |
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Eduardo Haak (17/12/2008 - 14h47) La Denser 1 Os anos 90 foram sensacionais. Culturalmente, nos 90s o baralho foi tirado das mãos da meia dúzia de criaturas que a Folha Ilustrada nos forçava a engolir numa tremenda operação de chantagem, "nós somos os donos da bola e se vocês não acharem o máximo nossa arrogância e nossa presunção, e prinipalmente se não passarem a pensar como nós, nos nossos moldes e de acordo com nossos critérios, considerem-se liquidados". 2 O que tem de brasileiro talvez o único escritor do primeiro time consagrado nos anos 70, Rubem Fonseca? Estilisticamente ele é o quê? Puro short fiction do The New Yorker. Acho muito Getúlio Vargas essa coisa de orgulho da cultura nacional. 3 E, francamente, Márcia, "ianque" e "alienado"... Beijo,Eduardo Haak |
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Thiago Arrais (17/12/2008 - 14h44) Marcia, prezadaApenas lhe parabenizar pelo artigo, inquieto e inspirador a boa idéia de Insinceridade Cultural, problema amplo demais, imbricado na síntese de nosso tempo, este, supostamente vencedor, que desenha a pá de cal sobre Glauber, Darci, Zé Celso, seja lá quem tenha se predisposto a pensar em absorver a extravagância extra-ordinária de nossa gente sem arestas. Vivemos, realmente, num momento de muito cinismo e apatia. Nem sei se o modo de discutí-lo seja este que você, com linda e redmida indignação, busca aventar em apontamentos políticos, midiáticos ou mesmo culturais. Talvez já nada disso faça sentido, tornou-se ingênuo como o conhecíamos, requerendo uma nova forma de Humanismo, talvez trans-humano agora, definitivamente sincrético, escancarado até o útero. Uma chuva de remissão. Uma chuva na qual se acredite, destas que, talvez, nem venham do céu. Enfim, acredito que é preciso reescrever tudo. Nossa escrita cansou. Nossos olhos esgotaram-se. Mas eu sei bem, e concordo no todo com você, que estamos vivos. E por debaixo e para além de toda cortina de preconceito que envolve o Brasil profundo, inclusive dentro dele mesmo - que o diga eu, nordestino cosmopolita -, latejam saídas reais para o nosso Quinto Império o impérido do afeto, da reunião, do espontaneamente livre, o império que não anexa nem subjuga mas simplesmente inspira. Ao fim e ao cabo, parabéns por não se cansar em tempos de necessário combate. BeijoThiago Arrais. |
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Paulo (16/12/2008 - 22h27) observando a discussão, aconselho você Marcia a perder um tempo lendo este post no blog da ILUSTRADA, da Folha de S.Paulo.httpilustradanopop.folha.blog.uol.com.brarch2008-12-07_2008-12-13.html2008_12-12_20_48_16-125924377-0o repórter Tiago Ney abriu uma discussão sobre cultura. o que ele parece dizer é que aparentemente é um enfado cobrir cultura no Brasil, e seria melhor ir para Londres. "papo cabeça, chato pra caralho, sacou?!" |
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Fabiana Caparelli (16/12/2008 - 12h42) Muito importante a reflexão feita no artigo. É lamentável que, numa fase em que o Brasil progride a olhos vistos na economia e na busca de justiça social, em razão das transformações positivas feitas pelo Governo Lula, a cultura esteja tão mal, prevalecendo no consumo popular produtos de má qualidade, enquanto os inúmeros biscoitos finos da nossa excelente produção cultural - expressiva em todas as áreas, como literatura, música, artes plásticas, dança, cinema, teatro etc. - têm o consumo restrito a alguns poucos com as antenas ligadas para o que acontece de novo. |
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jesse (16/12/2008 - 08h58) O colonialismo cultural é uma praga que gera nas pessoas a vergonha de ser brasileiro. As classes dominantes nunca acreditaram na cultura popular, a não ser como um "negócio". Agora elas perderam completamente a vergonha e assumem escancaradamente o projeto de destruição da cultura nacional.O que vai sobrar ?Mais uma vez, parabéns. |
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Félix Maier (18/12/2008 - 11h33) Claro, temos que jogar fora toda a cultura européia e ficar só com a indígena e africana. Nessa involução, logo estaremos de volta às copadas das árvores, como nossos primos distantes, os chimpanzés... |
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José Augusto Lindgren Alves (17/12/2008 - 14h38) Grande Márcia, Esta é outra matéria em que concordo integralmente com você.Está de pé sua palestra em Brasília na sexta-feira? Você vai falar sobre o quê?Pretendo aparecer.José Augusto |
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RGS (16/12/2008 - 20h15) A grande maioria dos bresileiros, costuma copiar tudo que é importado -Demonstra sempre, estar preparado para uma nova recolonização. |
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Rui (16/12/2008 - 20h06) o espírito da época é formado por um vácuo criado por uma falsa nostalgia, a lembrança entusiasmada de algo que nunca existiu os anos 60 foram uma farsa, e o que veio antes também estava impregnado da alma vil e burra da massa humana, seja pro lado direito ou esquerdo.nunca existiu esse paraíso no passado. o quanto antes enterrarmos essa nostalgia, mais fácil reencontraremos o fio da meada de nossas vidas. o inferno sempre foi viver no agora. hoje as preocupações com cada ação no presente torna essa vivência ainda mais confusa e dolorosa --cega.esse niilismo formado no vácuo da nossa era será sanado quando as pessoas voltarem aos seus postos na cadeia produtiva e social -- quando a noção de artista for enterrada, e o zé voltar a ficar na marcenaria ou no banco ou professor ou jornalista ou pedreiro ou especulador, ele viver da sua profissão, e a música ou a pintura ou a escultura ser apenas fruto de uma alma contagiada e não uma esfera preciosa carregada de poder lucrativo.só matando o pop. |
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