Mercado editorial & suas crises
12 comentários

Rosalvo Frazao (14/03/2006 - 20h04)
A Comentarista foi precisa em sua avaliação, o brasil esta entregue aos desonestos, quer politicos ou não, o quadro se repete todos os dias, todos deixaram de ser operarios para virarem pessoas sem personalidade. Estou de acordo com ela, vamos estirpar esta gente do poder de forma geral.

homero gomes (02/05/2008 - 11h48)
Acabo de ler seu artigo Mercado editorial suas crises. Foi um banho gelado, mas um bom banho gelado. Lembro do que dizia um escritor que, por sorte, não morreu na casca. É mais ou menos assim Todo mundo escreve poesia aos 15 anos, mas só continuam os que são realmente poetas Leminski. Escritor tem que ser um pouco mula mula com um quezinho de unicórnio. É... acho que é por aí. Já estou - no meu caso - passando daquela idade de ficar desesperado para ver o primeiro livro sair e sair de qualquer jeito. Não tenho pressa. Até porque preciso provar que não sou grafomaníaco - doença de 90 dos jovens escritores. Bom, vamos ver quem fica... quem agüenta o tranco. Grande abraço e obrigado pelo texto. Homero Gomes

Tania Faillace (29/04/2008 - 14h45)
Cara Marcia, Há gavetas, sim. Eu, de minha parte, tenho milhões de palavras engavetadas, inéditas ou publicadas há mais de 20 anos. Estou com 69 anos, qual a minha chance de ver uma alteração nesse quadro? De resto, concordo com você no que se refere à banalização do ato de escrever, e pior, sua tutela através, inclusive, do esquema das oficinas, que seguem um padrão "faça você também". Sei que os escritores precisam comer, e o mercado editorial brasileiro nunca foi mercado de profissão e letras, apenas de papel impresso, e nenhuma reciprocidade entre o agente financiador o editor e o produtor. No entanto, os escritores oficineiros estão paradoxalmente destruindo seu próprio trabalho e liberdade, abrindo espaço para que a tutela escrevente passe dos pequenos grupos em redor de um guru, para as universidades e, possivelmente, para os meios repressivos do costume, balizados pelos interesses midiáticos e assemelhados. Como você mesma abordou num artigo genial publicado em outubro último trata-se da sujeição das mentes, e de sua padronização para eliminar a capacidade de crítica e pensamento original. Mandei-lhe hoje um email encaminhando uma notícia sobre a IV Frota norteamericana, junto com um pronunciamento do ministro Jobim. Tempos piores virão. Então é necessário, para eles, adestrar uma geração para fazer exatamente o que lhe exigem... Já aconteceu na música popular brasileira, já aconteceu nas artes plásticas mundiais... acontecerá na palavra escrita é pagar para ver. Abraço da Tania

Clovis Bulcão (29/04/2008 - 14h41)
La Denser Ficou faltando falar dos cadernos literários. Eles são muito mais generososcom os lançamentos importados do que os made in Brasil.super beijoCB

Juliano Guerra (12/05/2008 - 22h14)
"Olha quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai."

roberto barbato (30/04/2008 - 10h49)
Márcia,Caramba! Você pegou pesado. Pesadíssimo! Adorei... e me preocupei...AbraçosRoberto

marcelo mirisola (29/04/2008 - 13h16)
Prolongou meu texto, e sepultou o assunto com pá de cal, assino embaixo, Um beijo, M.M

marcia denser (29/04/2008 - 22h33)
oi marcelo,não sepultei teu texto não, acho que ambos são contrapontísticos, cara, o teu esculacho não é só para achar engraçado, é para levar a sério, só quem sente na pele é que sabe o quanto ele é sério, amargamente sério, meu amigo, beijos desta La Denser

Daniel Mazza (01/05/2008 - 22h17)
Prezada Márcia Denser, ...E fechado ainda para a poesia, se me permite acrescentar. Respeitosamente, Daniel Mazza www.danielmazza.com !

Eduardo Haak (29/04/2008 - 14h49)
Beleza, Márcia. Eu só acho que o buraco - no meu entendimento das coisas - é muito mais embaixo.A literatura está nessa draga, nessa instabilidade e nessa irrelevância sem entrar no mérito da quase inexistência de talentos reais, Mirisola em "Azul do Filho Morto" sendo uma exceção exemplarmente excepcional porque deixou de ter a autoridade de um discurso autônomo. Vive pagando tributo a discursos específicos, "científicos", ideológicos e o caraio. Ou seja, o escritor de ficção é um sujeito que nos dias atuais serve, na melhor das hipóteses, para jogar brasa na sardinha sociológica alheia. Mesmo que na aparência seja um umbiguista dos mais histriônicos. E, well, dinheiro ianque, dinheiro vermelho, dinheiro do comintern... o bolso sempre será o ponto mais sensível do corpo dos literatos? rarara...Beijo,Eduardo Haak

marcia denser (29/04/2008 - 11h04)
oi Ceila,seu comentário é importanteaté os anos 7080 os sismógrafos literários ficavam por conta da chamada "imprensa especializada" - revistas literárias, e da "imprensa nanica", tablóides,etc. além dos cadernos culturais, rodapés - espaço que ainda havia nos grandes jornais porque também havia uma crítica atenta e atuante,inclusive da e na Universidade, hoje tais espaços são domínio sobretudo da internet, sites como Cronópios, Portal Literal, Germina, enfim, inúmeros, fazem essa divulgação, existem tb revistas literárias a meu ver não muito confiáveis, tb por razões de mercadoe o espaço de lançamentos,resenhas,entrevistas que ainda existe nos jornalões.Convenhamos, é bem pouco que se divulga em relação ao que se publica, e este é outro aspecto - grave - da questão.Quanto ao ensino, bem, é um caso de polícia que já dura mais de quinhentos anos!

Ceila Santos (29/04/2008 - 10h14)
Márcia, o meu sonho era ter acesso à lista que deve ser assimilada. Minha sensação é de que existe um grupo de pessoas que têm um segredo do conhecimento entre elas que nunca chegam aos pobres mortais que vão às livrarias e ficam perdidos diante da quantidade sem ter idéia do que é qualidade. Não há informação sobre clássicos ou livros de qualidade na escola, onde a gente só lê Machado de Assis, Raul Pompéia, José Lins do Rego e Manuel Antônio de Almeida por causa do vestibular e até cai Guimarães Rosa, mas não suas melhores obras. Falta informação. Há uma elite que tem acesso a ela ou há algum lugar onde se aprende o que ler?


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