| Erotismo & preconceito 18 comentários |
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pritzzz (24/09/2009 - 21h16) excelente texto! faz pensar! |
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pritzzz (24/09/2009 - 21h16) excelente texto! faz pensar! |
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Flávio (22/09/2009 - 11h59) Muito bom, parabéns, Márcia! |
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Sylvio Costa (20/09/2009 - 21h58) Marcita, perfeita a sacada da vocação algo brucutu das narrativas masculinas sobre o erotismo. Se na literatura, mesmo quando são ótimas, descambam prum lado meio pitbull, imagina na vida real... Beijos e parabéns pelo excelente texto! Como é bom ler coisa inteligente e fora do blablabá monocórdio que se ouve por aí. |
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Helen (20/09/2009 - 17h35) Excelente texto. Sem dúvida, o masculino e o feminino são erotismos completamente diferente, também na literatura. Ainda entre as mulheres os erotismos tem nuances de delicadeza e realidade. É assim que caminha Hilda Hilst, Clarice Lispector, Marguerite Duras... com muita suavidade. mas não é esse erotismo interessante que alimenta suas histórias, em seus livros. Tudo neles me parece muito forçado, artificial e esquisito.Enfim, muito bom o texto. |
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tania faillace (20/09/2009 - 12h23) Cara Marcia, Sim, acho que há esse aspecto a considerar. Os homens não fazem presente seu próprio corpo, porque receiam aparecer aos olhos do público leitor como reles narcisistas, ou até, transsexuais. Além disso, para quem não é narcisista, torna-se muito difícil olhar-se de fora, como a um objeto, ainda que a alguns homens é dada a capacidade de compreender o alterismo, e ver com o olho do outro. Um desses foi o próprio Maupassant, e em tempos modernos, o Manuel Puig, com sua capacidade extraordinária de personificar qualquer personagem, de qualquer sexo, de qualquer idade ou classe social. Aí, valem menos as características sexuais de um ou outro, que seu grau de empatia humana e de observação investigativa. Como se diz, compreender é também amar e até perdoar, quando for o caso. Assim, alguns são capazes de produzir textos admiráveis sobre a infância e outros só produzem textos estereotipados sobre o mesmo assunto. O erotismo tem tido tanta relevância na literatura através dos tempos, por razões que Freud explica muito bem: a procura da simbiose perfeita dos organismos mãe-filho, que remete à integração sujeito-universo e lhe assegura a imortalidade (subjetiva) e a perfeita segurança. O machismo, centrado na competição e na humilhação alheia, tem muita dificuldade em lidar com esse dado, porque passa o tempo querendo desqualificar a Super-Fêmea-Super-Mulher, ou seja, sua Mãe. Sem essa desqualificação, não consegue alcançar sua segurança de imagem, como dono do mundo, eternamente regredindo a bebê e feto a cada vez que fraqueja e se deixa embalar - e que é a finalidade última do orgasmo: alcançar o relaxamento total, o descompromisso total, a segurança total, a perenidade total. (Deve ser por isso, aliás, que a maioria dos homens renega o orgasmo imediatamente após alcançado, e acende cigarro, ou dorme como uma pedra ou vira de costas: quer recuperar sua intangibilidade solitária de dono do mundo, e tem medo da outra pessoa que está junto a si e pode engoli-lo). Evidentemente, tudo isso como ideal a perseguir, dificilmente alcançável, porque, afinal de contas, não somos mais crianças e nos mantemos, dentro de nossa sociedade, como rivais potenciais. "Toda a consciência tem por objetivo a morte de outra" (Hegel), isto é, nosso absoluto exclui o absoluto alheio. A utopia, pois, é sempre a volta ao útero, ou a criação de uma sociedade com esse sentido: plenamente acolhedora. Pergunto-lhe, agora, a nível pessoal, por que você nunca comentou, a nível pessoal e/ou de crítica, as versões desta sua amiga aqui sobre o mesmo tema ou outros? Você escolheu o "Diálogo na Cama" para sua antologia ,que depois virou internacional, e que é um conto mediano, moldado sobre um dado momento da história cultural ocidental, mas nunca me explicou direito porquê, e porque não lhe mereceram referência outros textos, como os de O 35º Ano de Inês, sobre o específico feminino em três situações-limites. Teria muita curiosidade em saber como os encara. Sou uma feminista não-fálica, isto é, estou convicta de que o matriarcado é nosso paraíso perdido - e o mundo só será palatável quando recuperar a relação primeva mãe-filho, grupo familiar extenso - perdida quando o primeiro patriarca cercou suas terras, e arranjou quem trabalhasse para si. Abrs Tania |
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zé (18/09/2009 - 20h24) É Dona Márcia, fico até sem jeito de expressar meu louvor diante de categoria desses aí abaixo. Mas arriscaria dizer, a elegância no texto erótico é perdida quando avança na mera putaria, que também tem seu espaço na literatura pornô. |
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Eduardo Haak (18/09/2009 - 19h07) Hey, ho, La Denser. : ) Erotismo, em sua corrente profunda, é sempre a busca de síntese e conciliação de opostos, mysterium conjunctionis junguiana. Sempre isso e não outra coisa. A fálica espada e o feminino Graal, em suas representações arquetípicas mais elementares. "Crítica do discurso masculino dominante" é só um atalho, muito discutível e com uma pertinência muito localizada, criado pela idiota apropriação ideológica do assunto. E, sim, estou falando de erotismo. A Emanuelle trepando na cadeira do avião ou sendo sodomizada pelo lutador de muay thai vencedor é conciliação de opostos, assim como Jesus redimindo Madalena é conciliação de opostos também, assim como a Molly acolhendo Leopold Bloom com seus yeaaaahs orgásticos, assim como a Bela Adormecida saindo da inconsciência com o beijo do príncipe. Os exemplos são infindáveis. Essa conciliação entre feminino e masculino pode ser bem sucedida ou não. E o discurso acusatório por essa falha pode estar tanto na boca de mulheres quanto na de homens. Há uma cena incrível no filme "Convite ao Prazer", do Walter Hugo Khouri, em que Sandrá Bréa vai bater um papo com a sogra, diz que seu casamento não vai bem e tenta justificar a putaria que é a rotina de seu marido, Roberto Maya, dizendo que sua motivação é "existencial". A velhinha, sábia, profundamente sábia, faz um clarão no negativo do filme ao dizer, "Que existencial coisa nenhuma, isso é sem-ver-go-nhi-ce!". Khouri é uma artista trágico, não um machista sofisticado, como normalmente se dá a enteder nas análises de seus filmes. As mulheres, em seus filmes, são sempre quem enuncia as definitivas e definidoras palavras. Com todo o respeito, esse papo de autonomia do discurso sexual feminino já deu nos pacovás há muito tempo. Beijo, Eduardo Haak |
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carlos moreira (18/09/2009 - 19h05) La Denser, Li o seu texto e estou mandando um sobre erotismo masculino. Espero que tenha paciência para ler. Foi publicado em 2007, mas acho que tem alguma coisa a ver com o seu texto que fala sobre o erotismo. São textos de naturezas totalmente diferentes, mas o assunto se encontra em algum ponto. A propósito, não sou "blogueiro", não tenho orkut, sei pouco de informática, a única coisa que sei é digitar meus textos e enviar e receber e-mails, além de andar pelo google. Para enviar esse texto a você, por exemplo, tive de pedir ajuda a uma criança, dessas que já nasceram digitalizadas. Um forte abraço. |
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betty milan (18/09/2009 - 19h04) Belo texto, Marcia. Te desejo uma boa bienal. Viajo hoje Na volta nos encontramos Beijoca Betty |
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Homero Fonseca (18/09/2009 - 19h02) Marcia Beleza de artigo. Forte, sensato e belo. Homero Fonseca |
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Homero Fonseca (18/09/2009 - 18h55) Marcia Beleza de artigo. Forte, sensato e belo. Homero Fonseca |
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Ana Elisa (18/09/2009 - 18h54) Maravilhoso texto, Márcia! Que inveja daqueles que terão a oportunidade de ouvir essas reflexões diretamente da própria autora! Bjos mil Ana Elisa |
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Heitor Rodrigues (18/09/2009 - 16h39) Parabéns, Márcia Denser!! |
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marcia marani (18/09/2009 - 11h39) Marcia Denser cada vez melhor. bjs Marcia Marani |
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ana rusche (18/09/2009 - 11h36) marcia! obrigada! tuas palavras são lindas. repassarei-repassarei. um beijo ana rüsche | www.anarusche.com |
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Luiz Tinoco Cabral (18/09/2009 - 11h09) meus parabéns pelo ótimo texto e principalmente por lembrar-se da grande escritora Hilda Hilst e sua adorável ousadia. Pena que são poucos os escritores(as) que tem discernimento para escrever com a decantada "sutileza" e que os leitores(as) preferem o "erotismo" da Bruna Surfistinha ao erotismo de Hilda. abs htpp://tinocabralia.blogspot.com |
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marcelo mirisola (18/09/2009 - 10h48) O última parágrafo é genial, Marcinha: vale para ambos, basta saber escrever. Um beijo, MM |
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