| O sujeito da pós-mediocridade 16 comentários |
|
celso f. cruz (27/07/2009 - 20h57) parabens , minha querida,,voçe sempre , inteligente em seus textos e analise !! |
|
Thiago Arrais (25/07/2009 - 17h16) Querida Marcia, Parabéns pelo texto e pela, infelizmente real, descrição desse "novo" homem, talvez clímax (ou réquiem) da experiência de mercado, do projeto progressista que já completa aí uns bons 500 anos (e nós, brasileiros, somos, talvez, uma de suas derradeiras lavras, e por isso mesmo das mais complexas). Se ponho aspas em novo é por achar que essa coisa de neoliberalismo tá meio chegando ao fim: assim como o rigor materialista da análise marxista sobre as chamadas ideologias dominantes, sobre as relações sociais, sobre as épocas, etc. Entendo que o mundo têm mudado um bocado - mesmo - desde aquele 11 de setembro, e o fim da era Bush me soa como um fim da uma era maior - que inclui bancos, montadoras, financistas, liberdade de mercado e outros crêdulos do ideário capistalista que - assim como o comunismo marxista - tendem a sucumbir de vez. Vivemos uma época de estertores, na qual já se fareja certos sinais de renovação, a partir de um sentimento de que é possível democratizar a expressividade subjetiva, aproximar encontros, romper preconceitos, abdicar mais da tutela do Poder por sobre todos nós. Talvez seja o desgaste, a saturação dessa tecnologia material-industrial e a renovação pela tecnologia imaterial (cibernética, digital, que têm fronteiras mil vezes mais livres abertas ao subjetivo) que se possa farejar novos tempos. Não sei em que novo ponto chegaremos, mas acho que a lógica do século XX - guerras para submeter um grande projeto industrial - está chegando ao fim. E de fato a humanidade nunca se encontrou num patamar tão estúpido, mas justamente aí é que me parece, nas novas gerações, florescer uma nova religação ao mundo, mais espontânea, natural, cansada de intolerância. Enfim, vejamos. Beijos Thiago. |
|
Martin (24/07/2009 - 21h24) O título pós-mediocridade não faz sentido e são verdadeiras as afirmações do artigo. O título fica meio farsesco. Pós-mediocridade seria uma era posterior à mediocridade. Mas a Marcia diz que vivemos em plena mediocridade. Minha sugestão é que em vez de pós- ela utilize pró. Sujeito da pró-medicoridade é mais adequado, só não cria o efeito do trocadilho que ela pretendeu. Mais é o certo. |
|
ZÉ (24/07/2009 - 18h43) Olá Marcia: Lindo artigo esse. Me sinto realmente no meio desse terremoto do pós-modernismo, entretanto resistindo o que posso preferindo determinar o meu preço. abs. Zé |
|
ZÉ (24/07/2009 - 18h43) Olá Marcia: Lindo artigo esse. Me sinto realmente no meio desse terremoto do pós-modernismo, entretanto resistindo o que posso preferindo determinar o meu preço. abs. Zé |
|
Jeferson (24/07/2009 - 17h49) Caríssima MÁRCIA DENSER, parabéns!!! Teu novo artigo, enfiando fundo o dedo nesta asfixiante chaga em que eles nos impõem viver, valeu a semana!!! Abração, do Jeferson |
|
robson luís (24/07/2009 - 05h19) Querida Márcia, Que saudades de ler esses seus texto inteligentes. A fragmentação e morte do sujeito, como bem argumentado, dá-se como principal expressão do fenômeno da suposta rapidez e do interativismo da pós-modernidade. Você já leu alguma coisa do Frederic Jameson e do Lyotard? Seu pensamento se assemelha muito com o deles. Se não, recomendo muito. E quero ler novos livros literários seus. Aguardo notícias. Beijo, Robson Ramos. |
|
Thiago Carrapatoso (24/07/2009 - 05h15) Oi, Márcia! É engraçado ver que essa des-simbolização do objeto é considerado como o fim do capitalismo até então vigente. Muitos (considerando, inclusive, aqueles teóricos da Economia Criativa) insistem no fato de que a tecnologia - além instrumento, e sim continuação do humano (cíbrido, por fim) - é o marco para esta nova regulação socioeconômica. Na verdade, o que presenciamos nada mais é do que a completa virtualização de uma sociedade. Há tempos, a moeda de troca e de mercadoria já não era mais palpável. Baseamos nossas vidas em números - que, nem preciso explicar, é apenas uma noção abstrata - vistos em uma tela de uma agência. Alguém já entrou em um caixa-forte para verificar se, realmente, seu dinheiro está ali guardado? Acredito, às vezes, que essa des-simbolização do pós-moderno (hipermoderno para Gilles Lipovetsky, supermoderno para Marc Augé) nada mais é do que o futuro já esperado da nossa relação com os bens materiais. Se antes, preocupávamos-nos com a representatividade semiótica icônica (aquilo representa aquilo outro), agora vejo as estruturas se modificarem a cada mudança de pensamento e paradigma. É por isso que tenho lido muito as teorias de Zygmunt Bauman e sua modernidade líquida. A pós-modernidade, então, não é uma mudança de representatividade ou relação, mas sim de estado. E, creio, isso está muito ligado com essa des-simbolização da coisa. Um emprego, hoje, nada mais é do que um emprego. Este mesmo trabalho, para os meus pais, é um plano de carreira de 10 anos e segurança financeira. Estamos fluídos, mutantes, transformados, despregados. Fiquei na dúvida em relação ao seu "Sujeito da Pós-Mediocridade". Se se pensar que se pode considerar a expressão como um avanço à relação média entre sujeito e coisa, acho que concordo contigo. Agora, se formos crer que ainda continuamos medíocres, mesmo tendo superado um período em que o valor representativo da coisa era mais importante do que a coisa em si, não sei se concordo. Qual dos dois é? Ou nenhum deles? Estou muito interessado em estudos sobre a pós-modernidade. Se tiver algumas indicações, ficarei bastante grato! |
|
Eduardo Haak (24/07/2009 - 05h12) Que diferença faz eu comentar seus textos, La Denser? Mas vamos lá. Esse assunto de "pós-moderno" não passou de uma modinha pseudocrítica dos anos 80. Já era. Não existe sujeito des-substancializado, desrreferencializado e o escambau, por uma ordem econômica vigente. O que sempre houve - e sempre haverá - é a multidão de cabeças-ocas que, em qualquer cultura e em qualquer ordem econômica, fica andando por aí, querendo marcar seu território. E a minoria de sempre, para quem a capacidade de raciocinar e o pensamento crítico são dados tão naturais quanto respirar e assoar o nariz. Beijo, Eduardo Haak |
|
Jeferson Barbosa da Silva (24/07/2009 - 05h07) Caríssima MÁRCIA DENSER, Parabéns!!! Teu novo artigo no Congresso em Foco - "O sujeito da pós-mediocridade" -, enfiando fundo o dedo nesta asfixiante chaga em que eles nos impõem viver, valeu a semana!!! Abração, do Jeferson Em tempo: Se me permitires, poderei aduzir um comentário... |
|
rafael costa (24/07/2009 - 05h03) hoje não há espaço pra discutir sobre o capitalismo, as pessoas não reconhecem os seus ideólogos, não há um ponto para a acertar o dardo - quem são "ELES". na esquerda temos aos montes, pessoas que pensam o mundo, dão ideias, vc sabe quem está por trás; no capitalismo, percebo que a coisa se esconde em atos secretos, memorandos, atas e mais atas de reuniões. e não é pouca burocracia, como eles querem que nós pensemos. e quem discute, pode ser qualquer coisa, é o cara boring. aquele que quer acabar com a festa, aquele que quer trazer o banho frio. aqui ao meu lado, qualquer coisa que se fale sobre comunismo, logo vem a resposta, veja só: - eu gosto é de banho quente! ou - me diga alguma experiência comunista que tenha dado certo! ou - eu gosto de escolher! uma chateação, pq não sou comunista; e se vc critica a realidade, só pode ser um. sem contar que as pessoas estão bem burras, também. pelo menos aqui em SP. cada vez mais fechadas em sua burrice; por exemplo, difícil explicar o que é prazer. comer algo bom. escutar uma boa música. e que isso passa pelo risco de experimentar: ir ao cinema, e ver um filme qualquer, e reclamar depois. mas, não, tudo é investimento |
|
rafael costa (24/07/2009 - 05h03) hoje não há espaço pra discutir sobre o capitalismo, as pessoas não reconhecem os seus ideólogos, não há um ponto para a acertar o dardo - quem são "ELES". na esquerda temos aos montes, pessoas que pensam o mundo, dão ideias, vc sabe quem está por trás; no capitalismo, percebo que a coisa se esconde em atos secretos, memorandos, atas e mais atas de reuniões. e não é pouca burocracia, como eles querem que nós pensemos. e quem discute, pode ser qualquer coisa, é o cara boring. aquele que quer acabar com a festa, aquele que quer trazer o banho frio. aqui ao meu lado, qualquer coisa que se fale sobre comunismo, logo vem a resposta, veja só: - eu gosto é de banho quente! ou - me diga alguma experiência comunista que tenha dado certo! ou - eu gosto de escolher! uma chateação, pq não sou comunista; e se vc critica a realidade, só pode ser um. sem contar que as pessoas estão bem burras, também. pelo menos aqui em SP. cada vez mais fechadas em sua burrice; por exemplo, difícil explicar o que é prazer. comer algo bom. escutar uma boa música. e que isso passa pelo risco de experimentar: ir ao cinema, e ver um filme qualquer, e reclamar depois. mas, não, tudo é investimento |
|
rafael costa (24/07/2009 - 05h02) hoje não há espaço pra discutir sobre o capitalismo, as pessoas não reconhecem os seus ideólogos, não há um ponto para a acertar o dardo - quem são "ELES". na esquerda temos aos montes, pessoas que pensam o mundo, dão ideias, vc sabe quem está por trás; no capitalismo, percebo que a coisa se esconde em atos secretos, memorandos, atas e mais atas de reuniões. e não é pouca burocracia, como eles querem que nós pensemos. e quem discute, pode ser qualquer coisa, é o cara boring. aquele que quer acabar com a festa, aquele que quer trazer o banho frio. aqui ao meu lado, qualquer coisa que se fale sobre comunismo, logo vem a resposta, veja só: - eu gosto é de banho quente! ou - me diga alguma experiência comunista que tenha dado certo! ou - eu gosto de escolher! uma chateação, pq não sou comunista; e se vc critica a realidade, só pode ser um. sem contar que as pessoas estão bem burras, também. pelo menos aqui em SP. cada vez mais fechadas em sua burrice; por exemplo, difícil explicar o que é prazer. comer algo bom. escutar uma boa música. e que isso passa pelo risco de experimentar: ir ao cinema, e ver um filme qualquer, e reclamar depois. mas, não, tudo é investimento |
|
wande (24/07/2009 - 03h20) 01 O Brasil vem se sentindo Agredido e ultrajado Em função da pajelança Que se instalou no Senado, Com mil escândalos profundos Onde se vê sugismundos Criticando o mal lavado. 02 Já está passando de um mês De trocas de acusações. Cretinos criticam crápulas, Capos pré-julgam ladrões... Cafajestes e canalhas Vão se enroscando nas malhas Das suas próprias prisões. 03 Longe de mim, defender Sarney, destes Catilinas, Que extirpam os ventres das Suas próprias ‘agripinas’, Já que engatam as próprias rés, E atiram nos próprios pés Pisando as próprias propinas! 04 É o caso de Virgílio, Esse espírito de urubu, Vaca louca de presépio, Bibelô, “Maraca(r)tú” Cadente estrela sem brilho Que, igual ao próprio filho, É um reizinho que anda nu. 05 Esse príncipe do apito, Corneta, chocalho e bombo Quanto mais atira em outros Mais provoca o próprio tombo; Quanto mais fala besteira Mais o cipó de aroeira Volta-se pra o próprio lombo. 06 Ultimamente, por que Não conseguiu um emprego Para a esposa do amigo Fez grande desassossego... ‘Rebucetê’ temerário Fazendo em pleno plenário Mil sessões de descarrego... 07 Ele saiu atirando Contra tudo e contra todos E quanto mais ele expôs Dos outros, lamas e lodos, Mais apareceram as suas Trambiqueiras falcatruas E os seus pecados e engodos. 08 E ninguém venha dizer Que o bizarro senador Faz esse salseiro todo Com fim moralizador, Mas porque Agaciel Tirou a taça de mel Do seu lábio usurpador 09 Na verdade, na verdade Já prevalece outra tese Que diz que todo este ‘auê’ É bom que se meça e pese Que é só porque sua Aspone De nome Vânia Maione Viajou na maionese... 10 Maione, pra quem não sabe, É a esposa de Homero Aquele que Arthur Virgílio Quando solta o lero-lero Diz nas conversas mais tontas Que é ele quem paga as contas Do seu cartão saldo zero! 11 Vânia era quem dirigia Um tal de ILB Instituto Legislativo Brasileiro (não sei quê)... Uma dessas sinecuras Que sempre abrigam figuras Do tal PSDEMB. 12 Como aquela que engordava A Luciana Cardoso, A filha de FHC Que tinha um cheque pomposo Na sombra de Heráclito Fortes Só para cuidar dos cortes Do seu cabelo charmoso. 13 Esse mesmo Arthur que diz Que quer o Brasil nos trilhos Emprega em seu gabinete O maridão e três filhos De Vânia Maione que No tal do ILB Engordava os seus novilhos. 14 E como se não bastasse Ter essa “Grande Família” Mamando nas tetas públicas, Nem todos vivem em Brasília... Um deles vive em Paris Pois pra os dele, já se diz: Virgílio não quer vigília! 15 Carlos Alberto de Andrade Nina Neto é o rapaz Que o senador moralista Liberou tempos atrás Para estudar em Paris E esse crápula infeliz Diz que é direito demais. 16 Nina Neto ficou lá Entre estudo e curtição Quatro mil euros por mês Engordando seu saldão; O pimpolho se formando E a sua conta pesando No erário da nação! 17 E ainda tem outra turma Em Manaus sem trabalhar, Um professor de Jiu-Jitsu Para ao Virgílio ensinar Tudo quanto é golpe baixo Pra ele pensar que é macho E a Lula ameaçar. 18 Pois bem, esse Arthur ‘Vigia’ Que usa estilo trator Condenando o Caixa 02 Que ao PT deu dissabor Recebeu, não se ignora, 40 milhas por fora Pra se eleger senador. 19 Esse mesmo “Errei Arthur” De maneira endiabrada Defendeu lá no Senado, Do seu filho a presepada Que em Euzébio, Ceará, Andou mostrando por lá, O Bumbum pra delegada! 20 Esse filho mal criado Que o paizão joga confete Na praça pública de Euzébio Com arrogância e topete Para um casal virou fera Por não dizer-lhe onde era O Cabaré da Tia Bete. 21 Quando a notícia espalhou-se Como de pólvora um rastilho, Na tribuna do Senado Arthur Rinchou num estribilho: Eu dou uma surra urgente No homem que é presidente Se mexerem com meu filho... 22 Foi o mesmo Arthur Virgílio, Que adora CPIs Que agiu como carrasco, Da dos Pedófilos, pois diz A Wikipédia, e eu li Que arrancou da CPI Seu amigo Omar Aziz. 23 Esse Omar, é seu colega, Foi vice-governador, Prostituía menores Em Manaus, sem ter pudor. E Arthur também fez mutretas Presenteando ninfetas Com jóias de alto valor. 24 Até pra cuidar da mãe Praticou atos nojentos Na conta de trinta mil Deu pra mais de vinte aumentos. Não quer que ninguém estranhe Que pra tratar sua mãe Gastou mais de setecentos! 25 E quando foi o prefeito De Manaus, o senador Foi forçado a devolver À União, o valor De cento e cinqüenta mil... Verba que tomou Doril Segundo o Corregedor! 26 E quando foi Secretário Geral de FHC Em camarotes privados Do Sambódromo fez “auê” Foi pra Comissão de Ética E soltou desculpa patética Mentindo de A a Z. 27 E quanto à grana emprestada Em Paris, tem-se a suspeita De que jamais foi quitada Nem declarada à Receita Com Agaciel foi grosso Mas a grana do seu bolso Foi por Arthur bem aceita. 28 Deu calote em Agaciel Sonegou tributação Parece até o provérbio: Ladrão que rouba ladrão... E foi descoberto agora Que nem a casa onde mora Foi declarada ao Leão! 29 Este falso paladino Continua impunemente Brigando contra a verdade Agredindo a nossa mente Massacrando a própria ética Com ameaça patética De bater no presidente. 30 É por isso que nas urnas Já se tornou rejeitado Só tirou cinco por cento Pra o Governo do Estado. Jamais será reeleito E o filho nu, pra prefeito, Foi o quinto colocado... 31 O engraçado é que a mídia Dá espaço ao que ele diz Não denuncia os trambiques Notórios deste infeliz Nem dessa corja que grassa, Que degrada e que desgraça A moral deste País. 32 Mas na lixeira da História No futuro hei de encontrar Virgílio junto a Gilmar, Agripino e toda a escória Do MaracARTHÚ atômico Esse time tragicômico, Essa carrada de antas Que o PIG pauta e escuta Regidos pela batuta Do capo Daniel Dantas! Crispiniano Neto é poeta |
|
chico lopes (23/07/2009 - 23h30) Leiam este texto da escritora Márcia Denser e vejam só como ela sacou a que ponto chegamos...Perfeita, a análise. Chico Lopes |
|
marcelo mirisola (23/07/2009 - 22h38) Você acertou no Alvo, Marcinha. E deu nome à "coisa": Sujeito da Pós Mediocridade! Estou aqui, de queixo caído,e feliz da vida por compartilhar sua amizade. Parabéns, (pra variar não consegui lembrar da minha senha lá no Congresso...) Um beijo, MM |
Fechar |