Reportagens Especiais
08/10/2009 - 06h20
Um quarto dos senadores quer concorrer a governador
Levantamento do Congresso em Foco mostra que 23 parlamentares no Senado pretendem se lançar candidatos ao governo estadual em 2010. PSDB, PT e PTB têm maior número de pré-candidatos
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| Com 54 cadeiras em disputa e 23 senadores pensando em eleição estadual, Senado deve se esvaziar em 2010 |
Renata Camargo
A um ano das eleições, um quarto do Senado se movimenta nos bastidores para se lançar candidato a governos estaduais em 2010. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que 23 senadores, entre titulares, licenciados e suplentes, articulam candidatura para governador.
Desses, 17 estão numa situação confortável: poderão continuar no Senado mesmo que não tenham sucesso nas urnas, uma vez que seus mandatos só terminarão no início de 2015. Os outros seis admitem ir para o “tudo ou nada” na disputa estadual, abrindo mão da candidatura à reeleição. Em 2010, estarão em jogo 54 (dois terços) das 81 cadeiras da Casa.
Veja a lista dos senadores pré-candidatos a governador
O PSDB é o partido com maior número de senadores pré-candidatos: sete tucanos trabalham para entrar diretamente nas disputas estaduais. PT e PTB vêm logo atrás, com quatro senadores cada. Em seguida, aparecem o DEM, com três senadores, e o PMDB com dois. PSB, PDT e PR também têm representantes interessados em trocar o Senado pelo Executivo estadual.
Em pelo menos quatro estados, há possibilidade de disputa entre senadores na eleição para governador: Paraná, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina. São as únicas unidades federativas que, até o momento, têm dois representantes no Senado articulando candidatura ao governo estadual (leia mais).
Cautela
Como as movimentações nos estados estão a pleno vapor, alguns parlamentares preferem adotar discurso cauteloso. Dos 23 que admitem entrar na corrida estadual do ano que vem, sete ainda evitam se apresentar como pré-candidatos. Eles assumem a intenção de comandar seus estados, mas dizem que ainda estudam o cenário para confirmar a entrada na disputa.
Nas eleições de 2006, 23 senadores concorreram a governador e três disputaram como vice-governador. Apenas quatro dos 26 tiveram sucesso: o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), a governadora do Pará, Ana Júlia (PT), e os vice-governadores do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), e de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB) (leia mais).
Outros dois senadores que saíram derrotados naquela oportunidade assumiram o mandato recentemente por causa da cassação do mandato dos governadores eleitos pela Justiça eleitoral: José Maranhão (PMDB), na Paraíba, que assumiu a cadeira antes ocupada por Cássio Cunha Lima (SDB); e Roseana Sarney (PMDB), no Maranhão, que entrou no lugar de Jackson Lago (PDT).
Ainda em 2006, três senadores entraram na corrida presidencial: Heloísa Helena (Psol-AL), Cristovam Buarque (PDT-DF), como candidatos a presidente da República; e Jefferson Péres (PDT-AM), morto no ano passado, que disputou a vice-presidência na chapa de Cristovam. Desses, apenas Heloísa ficou sem mandato na Casa após perder a disputa presidencial. Entre os atuais senadores, só Marina Silva (PV-AC) é cotada, no momento, para concorrer ao Planalto em 2010. O senador Cristovam gostaria de voltar a participar da disputa presidencial, mas não tem o apoio do seu partido para isso.
“Estação de baldeação”
A candidatura de senador ao governo estadual se torna atraente, sobretudo, porque o mandato no Senado tem duração de oito anos. Muitos parlamentares aproveitam as eleições para presidente da República, governador e prefeito para tentar mudar o alvo eleitoral sem correr o risco de ficar sem mandato no caso de uma eventual derrota.
Reeleito em 2006, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que o Senado é uma espécie de “estação de baldeação” para o governo estadual. O tucano é pré-candidato ao governo do Paraná em 2010 e vê com naturalidade a candidatura de senadores no meio do mandato. “É normal os senadores quererem disputar o governo estadual. Nos Estados Unidos, a maioria dos candidatos do Partido Democrata e Partido Republicano aos governos estaduais são senadores”, diz Alvaro.
Para o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), a candidatura dos senadores tem custo político zero. “Os senadores têm a vantagem de ter um mandato de oito anos e no meio desse mandato ter eleições intermediárias. E é uma oportunidade excelente com custo político zero. Ele concorre sem nenhum prejuízo de perder o mandato”, analisa Ricardo.
O cientista político Leonardo Barreto, também da UnB, concorda. Para Leonardo, a eleição para governador fica atraente, porque para muitos senadores ela não se coloca como “um jogo de tudo ou nada”. Outra vantagem, segundo o cientista, é a visibilidade que o Senado propicia no estado.
Entre os senadores que cogitam disputar o governo estadual, apenas seis - João Ribeiro (PR-TO), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Osmar Dias (PDT-PR), Fátima Cleide (PT-RO) e Ideli Salvatti (PT-SC) e o senador licenciado Hélio Costa (PMDB-MG), atual ministro das Comunicações – sinalizam que podem caminhar para o “tudo ou nada”. Seus mandatos acabam no início de 2011.
Casa vazia
“Os senadores têm uma atuação diferenciada quando comparada com a dos deputados, pois as bancadas no Senado são menores, o que permite que o senador tenha maior visibilidade e tenha uma massificação da sua imagem em seu reduto”, observa Leonardo Barreto.
Vantajosa para os parlamentares, a candidatura no meio do mandato se mostra prejudicial para o eleitor, na opinião do cientista político. Isso porque as atenções dos senadores passam a se concentrar nas disputas eleitorais. “A partir de agora, a menos de um ano das eleições, eles estarão dedicados a essas pré-candidaturas. É bem possível que as discussões no Senado fiquem de lado e a prioridade passe a ser os estados”, avalia Leonardo.
Alvaro Dias admite que o problema é real, mas transfere a culpa para o outro lado da Esplanada. “Realmente há um prejuízo quando há uma antecipação do processo. E já está havendo uma antecipação nos estados. Muito por culpa do presidente Lula, que antecipou a campanha da sua candidata à Presidência”, acusa o senador tucano.
A relação dos senadores que cogitam disputar o governo estadual inclui cinco ex-governadores e dois parlamentares que tentaram, sem sucesso, trocar o Senado pelo Executivo em 2006. Além de Alvaro Dias, Fernando Collor (PTB-AL), Marconi Perillo (PSDB-GO), Jayme Campos (DEM-MT) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também já comandaram seus estados.
Osmar Dias (PDT-PR) e Fátima Cleide (PT-RO) foram derrotados na última disputa estadual para o governo de seus estados.
Pedro Paulo (10/09/2009 - 19h22)
Grupo de militantes, simpatizantes, filiados das mais variadas correntes do PSOL, irá lançar manifesto em apoio à candidatura à presidência do Brasil, do Ex-Deputado Federal Babá, fundou o partido junto com Heloísa Helena e que hoje participa ativamente da construção do PSOL no Rio de Janeiro. Segue manifesto: MANIFESTO em Defesa das Origens do PSOL BABÁ PSOL 50 PRESIDENTE DO BRASIL! A luta anticapitalista no Brasil deu um salto de qualidade com a ruptura política com o PT em 2003 e a fundação do Partido Socialismo e Liberdade em 2004. Construímos um instrumento concreto contra a adaptação da esquerda brasileira ao regime burguês e a traição de Lula, apesar das contradições. A resistência à Reforma da Previdência, o processo de expulsão do PT em dezembro de 2003, o meio milhão de assinaturas para legalização colhida nacionalmente (mesmo número de filiados que o PT levou 20 anos para conseguir) e a coerência política, fizeram de Heloísa Helena e, em menor medida, de Luciana Genro e Babá, referências de massas de Norte a Sul do Brasil, contra a velha direita (PSDB, PMDB, DEM) e a nova direita emergente (PT, PSB, PCdoB, PDT). Esse passo político foi decisivo, o que nos coloca em outro patamar e apresenta outras tarefas e desafios, como a segunda candidatura do PSOL a Presidência da República, em 2010 – após a vitória política de implantação nacional do partido com a candidatura de Heloísa Helena em 2006. O objetivo desse manifesto é apresentar uma via real para o PSOL consolidar nacionalmente sua referência de massas, nas ruas e nas urnas, com um candidato a Presidência da República em 2010 com influência popular, e conhecido em todo o Brasil. Os vinte anos de aplicação das receitas neoliberais e democrático-populares por Collor, Itamar, FHC e Lula e seus governos estaduais e municipais, produziram um cenário extremamente adverso para as conquistas consolidadas há mais de cinco décadas por mulheres e homens trabalhadores. Também permitem o desenvolvimento de uma “etapa avançada” do modo de produção capitalista do século XXI no Brasil, com melhores condições para espoliar, dominar e explorar. Isso exige que o PSOL afirme mais ainda os princípios que nos levaram a romper com o PT há seis anos e nos construíram enquanto referência nacional para a luta socialista. A presidenta nacional do PSOL, Heloísa Helena, é nosso grande patrimônio político no Brasil, detentora de respeito e referência de massas que pouquíssimos políticos possuem no mundo, mesmo os populistas profissionais. Apesar de boicotada pela mídia nacional e sem os instrumentos políticos tradicionais, Heloísa figura nas pesquisas de todos os institutos entre os candidatos com possibilidades de passar ao segundo turno – ficando atrás apenas de Serra (PSDB), embolada com Dilma (PT) e Ciro (PSB) e na frente de Aécio (PSDB), Marina (PV) e Palocci (PT). Nossa Heloísa Helena é um orgulho e um potencial poderoso do PSOL. Infelizmente, a brava guerreira Heloísa Helena e seu campo interno no PSOL dão claros sinais que ela não será candidata à presidenta, o que consideramos um equívoco. Achamos que Heloísa Helena deveria ser nossa candidata natural a Presidência da República, pois sua referência de massas proporcionaria excelentes condições de construção do PSOL em 2010.. Lamentamos, porém, respeitamos tal posição, visto que, caso isso se confirme, não significaria nenhuma traição programática, moral ou ideológica, tampouco uma postura individualista ou personalista de Heloísa. Ao contrário disso, sabemos que, caso Heloísa Helena concorra ao senado em Alagoas, isso também representaria um ganho ao partido e seria resultado de debates e entendimentos construídos entre alguns setores da direção do PSOL, ou seja, seria uma deliberação tática coletiva (mesmo que tomada por parte da direção), jamais um erro individual personalista ou carreirista da companheira Heloísa. Diante desse quadro (Heloísa Helena candidata ao Senado Federal), existem duas alternativas reais para o PSOL continuar se postulando enquanto alternativa de esquerda no Brasil, nas ruas e nas urnas, em 2010: Babá e Luciana Genro. Sem pleitear candidatura a presidência, Luciana lidera um combate sem precedentes contra a corrupção no governo do RS, o que exige sua presença para reeleição no estado. Por isso, decidimos lançar este MANIFESTO em apoio à candidatura de BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL, o único nome possível, hoje, para representar o programa original do PSOL, a luta contra o neoliberalismo e a traição de Lula e do PT. Quem no Brasil não conhece Heloísa Helena, Luciana Genro ou Babá? Todos sabem que foram esses os que “brigaram” com o Lula e não entraram no esquema do “todo mundo é igual” e denunciaram de imediato a política econômica neoliberal de Lula, que nada mais era do que um aprofundamento da política neoliberal executada pelo governo FHC. BABÁ, junto com Heloísa Helena e Luciana, viajou os 27 estados brasileiros fazendo o combate contra a nova direita e colhendo as assinaturas que possibilitaram ao PSOL existir atualmente. São lideranças e símbolos nacionais do nosso partido e da não-adaptação aos encantos do poder e da corrupção, diante da desmoralização do PT. Em todas as regiões brasileiras, o companheiro BABÁ é reconhecido enquanto aquele fundador do partido da Heloísa Helena, aquele que não trocou de posição, não se vendeu nem titubeou e continua fiel aos interesses dos trabalhadores e desempregados. BABÁ teve a força, a independência e a determinação necessária para enfrentar esse desafio sem vacilar, pois é um quadro socialista com três décadas de experiência, em cinco mandatos parlamentares, preparado na luta sindical da sua categoria, na organização partidária, na vida de caboclo da Amazônia nascido em região de várzea (fronteira Pará e Amazonas) e morador do bairro da tijuca no Rio de Janeiro. Professor de engenharia mecânica da UFPA, Babá cursou pós-graduação no ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) e atualmente integra o respeitado programa de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR da UFRJ. Quando Lula foi candidato a presidente pela primeira vez, em 1989, BABÁ era vereador do PT em Belém e havia participado da fundação da CUT em 1983. Em 1990 elegeu-se deputado estadual no Estado do Pará e reelegeu-se em 1994. Em 1998 foi eleito deputado federal pelo estado do Pará e reeleito em 2002, ano que Lula se elege presidente da república. Os mandatos parlamentares de Babá foram pontas de lança no apoio às greves, às ocupações urbanas e rurais no Pará e nas lutas da juventude. Em janeiro de 2003, com a confirmação pública da traição de Lula na Reforma da Previdência, que Babá e Luciana foram contra na Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que Heloísa Helena se opunha no senado, onde também se recusou a votar na indicação de Henrique Meirelles para o Banco Central e em Sarney para presidente do Senado Federal, o candidato de Lula. Deste confronto originaram-se os chamados “radicais do PT”, que gerou o PSOL. Foi BABÁ quem criou a primeira grande polêmica pública na mídia com o Governo Lula, se diferenciando pela esquerda, ao dizer que “não confiava em Antônio Palocci nem como médico, quanto mais enquanto ministro da fazenda”. Essa entrevista de BABÁ pertence aos anais da pré-história de fundação do PSOL, pois diante da exigência de retratação pela direção palaciana do PT e da confirmação do que havia dito, BABÁ fez ver ao Brasil o quanto inconciliável com o projeto original do PT se tornou o governo Lula. O furacão de enfrentamento com a direção traidora do PT que se seguiu e que levou à fundação do PSOL, também levou Babá a novamente colocar-se a serviço da construção partidária e da luta dos trabalhadores, quando assumiu a tarefa de construir o PSOL no Rio de Janeiro, mudando seu domicílio eleitoral e concorrendo a deputado federal em 2006, sendo hoje o primeiro suplente do PSOL- RJ, provando novamente ser um dirigente a serviço da luta socialista. Por esses e outros motivos, nessa conjuntura, entendemos que BABÁ é a única liderança nacional do PSOL com capacidade de ocupar o espaço de candidato a Presidente da República sem que o partido perca sua referência de massas, nas ruas e nas urnas do Brasil em 2010. Para seguir na luta contra a crise econômica, contra o capital financeiro, e contra a velha e a nova direita, BABÁ PRESIDENTE DO BRASIL!
Kalifa (10/08/2009 - 11h15)
Acho importantíssimo não votarmos em NENHUM DESSES QUE AÍ ESTÃO, o Senadores já mostraram ao povo brasileiro do que são capaz, devemos enxotá-los do cenário político de uma vez por todas. TODOS LEMBRAM os Senadores envolvidos em caso de corrupção, do Conselho de Ética, das falcatruas do Sarney que foram arquivadas por muitos desses e de quanto eles se movimentam para blindar todos aqueles ligados a corrupção. Devemos lembrar que nenhum desses são realmente representantes do povo e sim dos seus conchavos, coligados e aliados, é vergonhoso e nojento votar neles novamente, seria jogarmos o voto no lixo.
Siqueira (10/08/2009 - 10h30)
Seria muito bom se Jarbas se candidatasse, mas ele não vai se arriscar. Infelizmente porque não dá para comparar o nível político e moral dele com o do atual governador, que tem como maior trunfo o fato de ser um grande aliado do Lula, mas que faz política no pior estilo destruidor das finanças e da ética.
paulo (10/08/2009 - 09h13)
O senadador Maconi perilo PSDB GO disse em sua campanha de 1998 ao governo do estado que o atual prefeito Iris resende nunca terminava o seu mandato e por isso não merecia a confiança do povo, mas ele deixou o seu segundo mandato de governador pra ser senador e agora quer deixar o o mandato de senador na metade pra ser governador...então pergunto será que ele merece a confiança do povo. Além do mais ele acusava o PMDB de ser o culpado pela falencia da caixego caixa economica do estado de goias isso querendo atingir o atual prefeito de goiania iris resende, mas nunca falou que a tal caixego quebrou no governo santilo em cujo governo ele pareticipou e que inclusivo foi eleito a legislativo estadual pelo PMDB graças a esse governo do santilo que fechou a caixego.... será que ese perilo merece a confiança do povo de goias.........