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Terça-Feira, 24 de Novembro de 2009

04/10/2009 - 13h05

Justiça afasta presidente da assembleia do MT

É a primeira condenação do deputado José Riva, um dos políticos mais influentes do Mato Grosso e réu em 114 processos judiciais

Widson Maradona/ALMT

Sylvio Costa

Presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Mato Grosso pela quarta vez e um dos mais poderosos políticos do estado, o deputado estadual José Riva (PP) tomou um susto na noite da última sexta-feira. Ele participava de um ato de filiação de lideranças locais ao seu partido quando recebeu de um oficial de justiça a notificação sobre sentença que o condena a ressarcir aos cofres estaduais R$ 2,65 milhões, pagos pela AL a uma empresa-fantasma, e a ter os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Mantida a decisão pelas instâncias judiciais superiores, Riva, até então apontado como possível candidato ao Senado ou mesmo ao governo do estado, ficará impedido de concorrer às eleições não apenas de 2010, mas também 2012 e 2014. A sentença não lhe tira o mandato de deputado, mas determina o seu afastamento imediato de qualquer função administrativa e financeira da Assembléia Legislativa do MT.

O juiz Luiz Aparecido Bertolucci Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, determinou que Riva divida a responsabilidade pelo ressarcimento com outras cinco pessoas. A mais ilustre delas é o ex-deputado estadual Humberto Melo Bosaipo, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Mato Grosso. Também foram condenados os servidores Geraldo Lauro e Nivaldo Araújo e os contadores Joel Quirino Pereira e José Quirino Pereira.

Conforme nota oficial do Ministério Público Estadual, “a Justiça decretou a indisponibilidade de bens dos condenados, até o limite do valor a ser ressarcido devidamente corrigidos e com juros legais”. A assessoria de Riva diz que ele cumprirá a decisão, afastando-se totalmente das atribuições administrativas e financeiras próprias do seu cargo, mas usará todos os instrumentos jurídicos possíveis para tentar anulá-la.   

114 processos

Uma consulta ao portal do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, no nome de José Geraldo Riva, dá uma ideia do tamanho das denúncias que pesam contra ele. Somente na comarca de Cuiabá, o deputado é réu em 105 processos. Somando as comarcas de Várzea Grande, Juara e Campo Verde, o número sobe para 114.

Capixaba nascido em Guaçuí, hoje com 50 anos, José Riva fez carreira e fama no Mato Grosso, para onde se mudou em 1979 e onde nas últimas eleições foi o deputado estadual mais votado, com 82.799 votos. Em 2002, ele já havia sido o deputado estadual com a maior votação proporcional no Brasil.

As encrencas de Riva começaram quando a Polícia Federal encontrou R$ 65 milhões em cheques da Assembleia Legislativa na Confiança Factoring, uma das empresas do ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro. Preso desde 2003, o “Comendador Arcanjo” era então apontado como chefe do crime organizado no estado, acusado de diversas práticas criminosas, incluindo homicídio qualificado e a sonegação de mais de R$ 800 milhões.     

A defesa do deputado

Riva, de acordo com a sua assessoria, atribui o grande número de processos ao fato de o Ministério Público Estadual, autor das denúncias que deram origem às ações, ter optado por separar em mais de 100 processos diferentes fatos que tinham “o mesmo objeto”. “Para cada nota fiscal que encontraram, abriram uma ação diferente. O deputado tem tentado juntar todos os processos num só”, disse a assessoria de imprensa de José Riva.

Segue, na íntegra, a nota divulgada pelo presidente da AL:

“Tomando conhecimento da sentença expedida pelo magistrado Luis Aparecido Bertolucci venho a público respeitosamente prestar os seguintes esclarecimentos:
 
1-     A sentença será respeitada em todos os seus termos.
2-     Não há como negar a absoluta nulidade da sentença que desrespeitou os mais comezinhos princípios de defesa, não permitindo a produção de provas e, ainda, proferida por uma Vara que não foi criada na forma legal.
3-     Causa ainda perplexidade a circunstância de ter sido proferida depois da Assembleia Legislativa ter apresentado requerimento ao Tribunal de Justiça, requerendo providências e alertando da irregularidade do funcionamento das Varas, inclusa as de ações civis públicas e, também, da nulidade das sentenças que dela poderiam advir.
4-     Não há como negar além do mais absoluto cerceamento de defesa, com o julgamento antecipado, prejudicando diversas partes, a teratologia e absurdez da decisão, demonstrando contradição e precariedade da sua eficácia;
5-     A sentença tem cunho eminentemente político, foi prolatada às vésperas do prazo de encerramento da filiação partidária, causando ainda surpresa a presença do promotor Célio Fúrio nas dependências da Assembleia Legislativa, acompanhando o oficial de justiça para o cumprimento da intimação, fato que não é de sua competência legal.
6-     Iremos buscar na Justiça a nulidade dessa sentença absurda, açodada, assim como serão tomadas medidas para que os julgamentos sejam proferidos na forma da lei, com respeito às garantias individuais de defesa e por magistrados imparciais.
7-     Vou continuar trabalhando normalmente como faço pelo meu Estado, com tranqüilidade e espírito publico, porque acredito que a grande maioria dos magistrados são pessoas idôneas, íntegras, e que sabem fazer Justiça com imparcialidade, ao contrário do magistrado subscritor da sentença.
 
Deputado José Riva”

IRINEU (05/10/2009 - 18h40)

Não vi esse comentário em Jornal ou Radio nenhum de Mato Grosso. Porque será que não divulgam isso. É uma pena que esta sentença não resistirá aos recursos que serão impetrados e ai o homem volta em seu posto de Presidente e o Povo leigo vai ficar pensando assim. O homem é poderoso mesmo heim.........Voce viu ele voltou nem a justiça pode com ele. É só bravata deles o homem sabe tudo e não tem jeito. Viva o Riva. Cabra bom.

FOFIS (10/05/2009 - 11h04)

espero que condenação doDEP.Riva não acaba em pizza assim como o ex.dep, humberto premiado com um cargo vitalicio no tribunal de contas do estado e outros nomeados pelo atual governo enguanto o trabalhador tem esperar completar tempo de contribuição e idade eles são agraciados com aposentadorias polpuda com a vice do atual governo ficou uma semana e ja se aposentou e a hipocrisia impera em todos os niveis de mamando a caducando e tudo se repete as eleiçoes se aproxima e o povo elege esses caras e ai ficam reclamando abre o lho companheiro.

cuiabano (10/05/2009 - 10h47)

e com grande satisfação que leio essa noticia sobre a condenaçao do deputado riva, o pinochio poderoso do estado o rrei midas onde tudo toca vira ouro assim são considerados os politicos de todo pais e a farra com o dinheiro publico e o trem da alegria empreguismo cabos eleitorais e outros apaniguados este e o pais de tupiniguins e viva o BRASIL

Cuiabano com muito orgulho (10/04/2009 - 21h35)

Excelênte decisão do senhor juiz. Estava demorando aparecer alguém de coragem para tomar essa decisão. A mais de 05 anos que todos sabem da ladroagem que é por parte desse canalha, ladrão. Ele e o meu vizinho, Humberto Bosaipo deram um desfalque enorme na assembléia de Mato grosso, juntamente com o bicheiro João arcanjo. Todos sabem, mas estão na mão deles vários político safados, policiais coruptos e juízes sem escrupulos. Tomam vergonha povo mato grossense e vamos dá um basta nisso. Começando pela câmara municipal, onde tem um abando de ladrões. Tomara que essa decisão não seja voltada atrás, pois isso é o maior desejo do povo cuiabano e brasileiro. Que os políticos corruptos sejam banidos de vez por todo do cenário politico brasileiro.

Cláudia Fanaia Dorst (10/04/2009 - 18h04)

Mato Grosso acordou feliz neste Sábado... a JUSTIÇA realizando seu papel social e cumprindo as Leis. Agradecemos aos jornalistas do Congresso em Foco, pois aqui, foram pouco que divulgaram tal matéria. Por favor nos ajudem a não desistir de lutar pela MORALIZAÇÃO DO PODER PUBLICO.

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