01/10/2009 - 16h10
Senado quer explicações de ministro sobre vazamento do Enem
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| Ministro Fernando Haddad acionou a PF para investigar vazamento do Enem |
Rodolfo Torres
O ministro da Educação, Fernando Haddad, será chamado pelo Senado para dar explicações sobre o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O exame, que foi cancelado na madrugada desta quinta-feira (1º), seria realizado neste fim de semana. A expectativa é de que a nova prova seja aplicada em 45 dias.
Entre aqui para conferir as provas anuladas pelo MEC.
O presidente da Comissão de Educação do Senado, Flávio Arns (PSDB-PR), destacou que já entrou em contato com Haddad. O parlamentar ressaltou que apoia a decisão do ministério de cancelar a avaliação e que espera uma definição dele sobre a data para a audiência.
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar o vazamento da prova. Segundo Haddad, as investigações se concentrarão em São Paulo.
O ministro cancelou o exame após tomar conhecimento de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que apontava questões que seriam aplicadas aos 4 milhões de candidatos. O periódico paulistano denunciou que foi procurado por um homem que afirmava ter as provas. De acordo com o jornal, esse homem queria vender o material por R$ 500 mil.
Por meio de nota oficial, o Ministério da Educação afirmou que a divulgação dos resultados do Enem “deve sofrer atraso de um mês”.
Confira a íntegra da nota do Ministério da Educação
O Ministério da Educação informa que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para este fim de semana, foram adiadas por motivos de segurança.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) já tem uma segunda prova e deve anunciar a nova data do exame nos próximos dias, depois de reorganizar a logística de aplicação.
O Ministério da Educação já tomou providências junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal no sentido de apurar eventuais responsabilidades criminais relativas ao vazamento.
Os estudantes inscritos serão comunicados oportunamente, pelos meios habituais, sobre a confirmação da nova data e do local das provas.
Em razão do adiamento, a divulgação do resultado final das provas, inicialmente prevista para 8 de janeiro, deve sofrer atraso de um mês, aproximadamente.
O Ministério da Educação trabalha para minimizar os efeitos do atraso.
Ethos Mos (10/01/2009 - 19h21)
O Ministro Haddad fez um trabalho excelente para a educação superior. Foi certamente um dos melhores ministros de educação na história do País. Ele criou universidades públicas e diversos campi universitários, ampliando assim o papel das instituições de ensino superior no contexto da sociedade brasileira. O Ministro também administrou com seriedade e sensibilidade os inúmeros problemas então existentes, problemas estes gerados quando das gestões de Paulo Renato e de Tarso Genro, ambos de triste memória para aqueles que se dedicam à educação superior. E dentre as inúmeras obras do Ministro encontram-se projetos que ampliaram o escopo da educação pública no País. Uma delas, embora inúmeras pessoas contrárias a ela, a assim denominada Política de Cotas, está mudando a face da educação superior no País. Afinal, convenhamos, uma universidade que não tinha negros nem índios... Tem alguma coisa errada com uma sociedade que permite esta iniqüidade. E o Ministro atuou com firmeza e sabedoria nesta questão. Aplausos a ele. Mas aplausos a parte, o Ministro cometeu um erro muito sério com o ENEN. Ao propor mudanças radicais na forma de ingresso ao ensino superior, sem buscar a eqüidade, sem ater-se às diferenças e aos impactos regionais da proposta, com uma pressa desmedida para a importância do projeto, pressa esta que deu a impressão de estar inspirada muito mais nas próximas eleições do que no avanço de fato do processo educativo, criou o Ministro uma situação que infelizmente coloca em risco toda uma geração de jovens promissores e toda uma história das instituições superiores do País. Erraram ademais aqueles Reitores que, sequiosos de agradar quem está no poder, colocaram em risco, de maneira grosseira e amadora, a história de suas próprias instituições. Claro que devemos levar em conta, no processo de ingresso dos jovens nas universidades, suas histórias pregressas, suas vivências, suas histórias de vida. Mas, para fazer isto, é preciso um projeto consistente e coerente, colocado em prática de maneira sistemática, em agrupamentos reduzidos primeiramente, para sabermos de seus impactos e produzirmos alterações. E progressivamente ampliarmos o seu escopo. Ademais, as concepções já antigas, e que representaram o mote principal do ENEN, onde se buscou contrapor uma “tal de capacidade criativa ou de raciocínio” versus conteúdo de conhecimentos, têm que ser superadas. Não se pode desprezar, como parece que foi o mote principal daqueles que criaram o ENEN, os conteúdos programáticos. Ninguém, por mais capacidade de raciocínio que tenha, pode criar nada do nada. É preciso um equilíbrio entre estes dois aspectos. E talvez o fracasso da tentativa apressada de criar um fato político do tipo “o Ministro que acabou com o vestibular” (candidato a algo?) faça retornar ao mundo acadêmico o excelente Ministro que tínhamos antes deste processo mal pensado, mal proposto e mal administrado, acontecer. Faço votos de que o Ministro repense estas ações. Mas embora sequioso e desejoso disso, fiquei muito mal impressionado com a reação, hoje, do Ministro, que fez ouvidos moucos aos que reclamaram da situação. Talvez enxergando em todos nós que reclamamos a síndrome daqueles seguidores do pensamento do Presidente Lula de que “quem reclama é oposicionista”, pouco importando quem, como, quando... Ou você está do lado do bem ou do lado do mal...Maniqueísmo primário que não serve ao País. Lembram quando todos nós que reclamávamos do apoio do PT a Renan, Duque, Welington, Sarney, Collor, em nome da ética, éramos catalogados pelo Presidente de oposicionistas? Pois é. A história se repete... Será que como farsa? Espero que não. Este é o meu desejo e embora não tendo mandado para tal, penso que este é o desejo de todos que lutam por um País mais democrático e com maior inserção social.
boy (10/01/2009 - 18h44)
Aqui tem palopiteiro pra tudo, e de tudo entendem direitinho. ´W capaz até de já saber quem furtou as provas.
boy (10/01/2009 - 18h44)
Aqui tem palopiteiro pra tudo, e de tudo entendem direitinho. ´W capaz até de já saber quem furtou as provas.
coy (10/01/2009 - 17h36)
É simples. O Governo não tem competência e seriedade para organizar um evento desta natureza. 4 milhões de inscritos. Logística de impressão e distribuição de provas. Fiscalização e sigilo eficientes. Não é para qualquer um.